O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua rede social, Truth Social, neste domingo (8), para lançar novos ataques à integridade do sistema eleitoral norte-americano. Trump classificou as eleições do país como “fraudadas, roubadas e motivo de chacota no mundo todo” e conclamou os parlamentares republicanos a aprovarem mudanças drásticas na legislação eleitoral vigente.
Argumentos de Trump
Trump defende a aprovação de uma proposta que chamou de “Lei para Salvar a América”, que prevê exigência de documento de identificação para todos os eleitores, comprovação obrigatória de cidadania americana no momento do registro para votar e a proibição do voto por correio, com exceções apenas para casos de doença, deficiência, serviço militar ou viagens. Em sua publicação, o presidente enfatizou a urgência da medida: “Ou vamos corrigir isso, ou não teremos mais um país”.
As declarações do presidente ocorrem em meio a forte repercussão negativa provocada por um vídeo publicado em seu perfil na última quinta-feira (5). O material continha teorias da conspiração sobre as eleições de 2020 e trechos de cunho racista que retratavam o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama como macacos. No sábado (7), Trump rejeitou pedir desculpas, afirmando que “não cometeu um erro”.
A postura do presidente na política interna é acompanhada por decisões marcantes na esfera internacional. Na última sexta-feira (6), o presidente assinou uma ordem executiva que impõe tarifas secundárias a países que realizem transações comerciais com o Irã. Além disso, na quinta-feira (5), o Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (New START), último pacto nuclear remanescente entre Rússia e Estados Unidos, expirou, eliminando os limites para os dois maiores arsenais atômicos do planeta.
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