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Sob pressão de Trump, Irã e Israel recuam após violarem cessar-fogo

Administrador Por Administrador
9 de junho de 2026
Em Mundo
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Sob pressão de Trump, Irã e Israel recuam após violarem cessar-fogo

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A frágil tentativa de conter a guerra no Oriente Médio sofreu um novo abalo nesta segunda-feira (8), quando Irã e Israel voltaram a trocar ataques antes de anunciarem a suspensão temporária das operações militares. Embora os dois países tenham sinalizado disposição para interromper os bombardeios, as ameaças de novas ofensivas mantiveram elevado o risco de uma expansão do conflito.

O episódio representou o confronto mais direto entre Teerã e Tel Aviv desde o cessar-fogo firmado em abril e expôs as dificuldades para consolidar uma solução diplomática para uma guerra que já ultrapassa três meses. A retomada dos ataques ocorreu em meio aos esforços dos Estados Unidos para negociar um acordo de paz.

De domingo (7) para segunda, o conflito deixou de se concentrar apenas em declarações e movimentações militares indiretas. Israel realizou ataques contra alvos iranianos após o lançamento de mísseis disparados por Teerã contra território israelense. O governo iraniano afirmou que a ofensiva foi uma resposta às ações israelenses contra posições do Hezbollah nos arredores de Beirute, no Líbano.

Entre os principais alvos atingidos esteve uma instalação petroquímica no sudoeste do Irã. Israel afirmou que o local era utilizado na produção de componentes ligados ao programa de mísseis balísticos iraniano. Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã declarou ter atacado uma instalação semelhante em Haifa, no norte de Israel.

Apesar do anúncio da suspensão das operações, o comando militar iraniano deixou claro que considera a medida provisória. Em comunicado, as Forças Armadas afirmaram ter dado uma “resposta dolorosa” aos ataques israelenses e advertiram que novas ações poderão ser adotadas caso ocorram novos bombardeios contra o território libanês ou contra grupos aliados de Teerã.

 

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A posição foi reforçada pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que afirmou que o país continua buscando uma saída diplomática para a crise, mas sem abrir mão da capacidade de reação militar. “Diplomacia e defesa são as duas asas do poder nacional; nem abandonamos o campo de batalha, nem a mesa de negociações”.

Enquanto os governos trocavam ameaças, novos focos de tensão surgiram em diferentes pontos da região. Os houthis do Iêmen, aliados de Teerã, prometeram dificultar a navegação de embarcações ligadas a Israel no Mar Vermelho e anunciaram o lançamento de mísseis contra o país.

Em Teerã, a imprensa estatal relatou explosões e a interceptação de um drone sobre a capital iraniana. No sudoeste do país, ao menos 15 pessoas ficaram feridas em decorrência dos ataques israelenses, a maioria delas na região de Mahshahr. Não houve registro de mortes. Em Israel, os serviços de emergência informaram que os lançamentos de mísseis não provocaram vítimas fatais.

Trump afirma que premiê israelense ‘não dá as cartas’
No centro das negociações está o presidente Donald Trump, que voltou a pressionar por uma trégua duradoura. Em publicações nas redes sociais, ele afirmou que “Israel e Irã, estão buscando um cessar-fogo imediato! As negociações finais sobre a ‘paz’ estão em andamento”. Trump também demonstrou irritação com a retomada dos confrontos e afirmou que fatores como “ignorância” e “estupidez” podem comprometer as negociações.

Presidente dos EUA, Donald Trump (Foto: Molly Riley/ Casa Branca)
O presidente norte-americano ainda declarou ao Financial Times: “Quem dá as cartas sou eu. Eu dou todas as cartas. Ele (Netanyahu) não dá as cartas”. A afirmação faz referência ao primeiro-ministro israelense aceitar ou não um acordo de paz no Irã.

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