O síndico Cleber Rosa de Oliveira e o filho dele, Maicon Douglas Souza, investigados no homicídio da corretora Daiane Alves de Souza, foram presos com malas prontas no momento da abordagem policial. Os dois estavam dormindo quando agentes da Polícia Civil de Goiás chegaram ao apartamento onde se escondiam, em Caldas Novas, no sul do estado.
Cleber é suspeito de ter cometido o assassinato, enquanto Maicon Douglas é investigado por supostamente atrapalhar as investigações e destruir provas. A prisão ocorreu na quarta-feira (28), durante uma operação policial. Nesta quinta-feira (29), pai e filho permanecem detidos na Delegacia de Capturas, em Goiânia.
Segundo a Polícia Civil, Cleber confessou o crime e indicou o local onde teria deixado o corpo da vítima, às margens da GO-213, a cerca de 20 quilômetros do prédio onde Daiane morava. A ossada foi localizada em uma área de mata e encaminhada para perícia.
O corpo de Daiane está no Instituto Médico Legal, na capital. De acordo com a Polícia Técnico-Científica, os exames para identificar a causa da morte devem ser concluídos em até 10 dias. “Estamos na fase de identificação por meio da odontologia legal, pela arcada dentária. Caso não seja possível, partiremos para o exame de DNA”, explicou a perita criminal Núbia Miranda.
Em entrevista ao O HOJE, o delegado João Paulo Mendes, da Delegacia de Investigação de Homicídios, afirmou que a vítima e o síndico mantinham uma relação marcada por constantes conflitos, registros de ocorrências policiais e ações judiciais. Os desentendimentos teriam começado após divergências envolvendo a administração de imóveis da família de Daiane no condomínio.
Inicialmente, Cleber era responsável pela gestão e corretagem das unidades, mas a família decidiu transferir essa função para a corretora, o que teria intensificado os atritos. Poucos dias antes do desaparecimento, o síndico havia sido condenado judicialmente a indenizar Daiane por danos morais e também havia sido denunciado pelo Ministério Público de Goiás por perseguição.
Foto: Divulgação
No dia do desaparecimento, segundo o delegado, houve uma queda de energia apenas no apartamento da vítima. Daiane gravou vídeos das áreas comuns do condomínio e desceu até o subsolo para verificar o disjuntor, localizado em um ponto cego das câmeras de segurança, atrás de uma pilastra. Ela entrou no local por volta das 19h e, cerca de sete minutos depois, uma moradora já circulava pelo ambiente, o que delimitou uma janela de aproximadamente sete minutos e meio para a ocorrência do crime.
As investigações indicam que, nesse intervalo, houve um novo atrito entre Daiane e o síndico. Conforme a Polícia Civil, Cleber teria cometido o homicídio, colocado o corpo da vítima em seu carro e seguido até uma região de mata na rodovia que liga Caldas Novas a Catalão, onde teria ocultado o cadáver. No momento da prisão, ele colaborou com os investigadores e indicou voluntariamente o local onde o corpo foi encontrado.
Nota da defesa
Em nota, o escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, que representa Cleber Rosa de Oliveira, informou que os fatos ainda estão sendo apurados e que o investigado está à disposição das autoridades. A defesa ressaltou que Cleber ainda não foi ouvido formalmente pelo delegado responsável e aguarda a audiência de custódia. O texto também afirma que não há qualquer envolvimento de Maicon Douglas de Oliveira na morte de Daiane Alves de Souza.









