Os dois principais ativos políticos do PDT em Goiás, a deputada federal Flávia Morais e o deputado estadual e presidente estadual da sigla, Dr. George Morais, irão definir seu futuro político nas próximas semanas. Integrantes da base do governo estadual, o casal é especulado no MDB do vice-governador Daniel Vilela, que convidou os dois para se filiar ao partido.
Em conversa com a reportagem do O HOJE, George afirmou que os rumos do partido em Goiás e a sua permanência e de Flávia serão definidos após a reunião com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, marcada para o dia 4 de fevereiro em Brasília. A reunião irá tratar da montagem da chapa do partido e sobre o futuro do casal que está à frente da legenda em Goiás.
“Existem algumas questões nacionais que precisam ser definidas, como qual será o apoio, a estrutura para poder trazer mais candidatos, qual é o pensamento do partido a respeito de ter um candidato a presidente da República ou quem irá apoiar”, destacou o deputado. Segundo George, a tendência é que ambos permaneçam no PDT, apesar dos convites de outras siglas.
Em entrevista à Rádio Difusora na última quarta-feira (21), Flávia também reforçou que a prioridade é a permanência no partido, porém, admitiu que existem conversas com o MDB de Vilela e ressaltou que ainda não há nada definido. “Existe, sim, a conversa. É um partido que eu respeito muito em Goiás. A gente sabe da importância dele a nível nacional, mas não existe nada definido ainda”, afirmou a deputada. “Não é uma decisão fácil, mas estamos vivendo um dilema que em breve terá uma solução”, frisou a parlamentar, que é líder da bancada goiana na Câmara dos Deputados.
Especulações
As especulações sobre uma possível ida de Flávia e George para o MDB de Vilela não são novidade no meio político. Isso porque, apesar de o PDT ser um partido de centro-esquerda com raízes históricas no trabalhismo, Flávia e George são aliados do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) e do grupo político que comanda o Palácio das Esmeraldas.
A aliança do PDT goiano com o governo estadual vai na contramão do movimento do partido no âmbito nacional, já que a legenda voltou a se aproximar do PT após o abalo na relação entre as partes em razão da crise no INSS. O jornal O Globo informou, no fim do ano passado, que o presidente nacional petista, Edinho Silva, iniciou a articulação com dirigentes pedetistas para que os partidos firmem alianças nos Estados com os principais colégios eleitorais.
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Aumentar a federação
Além disso, uma ala dentro do PT defende que a atual federação do partido, Brasil da Esperança, com PV e PCdoB, englobe também o PDT e o PSB. A tese é sustentada, inclusive, pelo líder do governo federal na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE). A aproximação entre os partidos no âmbito nacional foi um dos motivos que levou à desfiliação de Ciro Gomes, que migrou do PDT para o PSDB.
A convergência entre pedetistas e petistas e a possibilidade da legenda de Lupi apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode atrapalhar a relação do PDT goiano com a base governista. O Executivo estadual, chefiado por Caiado e Vilela, é crítico à gestão petista. Além disso, o governador goiano trabalha para viabilizar seu nome como representante da direita na disputa ao Palácio do Planalto contra Lula.








