O mercado de trabalho em Goiás atingiu um novo patamar em 2025, com indicadores que colocam o Estado entre os destaques nacionais em geração de emprego e renda. Informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua Anual), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisada pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB), apontam avanços consistentes de fatores positivos, como aumento da renda, ampliação da ocupação e redução da informalidade, o que reforça o momento favorável da economia goiana.
O rendimento médio do trabalhador no Estado chegou a R$ 3.628 em 2025, o maior valor dos últimos 13 anos e, pela primeira vez, acima da média nacional, estimada em R$ 3.560. Em relação a 2019, o crescimento real foi de 28,2%, o terceiro maior do País, com ganho absoluto de R$ 797 — o maior entre todas as unidades da federação. O avanço da renda também impulsionou a massa de rendimentos, que alcançou R$ 13,9 bilhões, o maior volume desde o início da série histórica, em 2012.
A expansão da renda reflete diretamente na economia local, com maior poder de consumo das famílias e estímulo a diferentes setores produtivos. Apenas no último ano, o aumento na massa salarial foi de R$ 1,2 bilhão, o que representa alta de 9,5%, acima da média nacional, de 7,5%. Desde 2019, o crescimento acumulado chega a R$ 4,5 bilhões, equivalente a uma expansão de 47,6%.
No campo do emprego, Goiás também apresenta resultados expressivos. O número de pessoas desocupadas caiu para 188 mil em 2025, o menor patamar já registrado. Desde 2019, cerca de 219 mil goianos deixaram a condição de desemprego. Com isso, a taxa de desocupação recuou para 4,6%, o menor nível em mais de uma década e próximo de índices observados em economias desenvolvidas.
A formalização do trabalho também avançou no Estado. A taxa de informalidade caiu para 35,1%, a menor da série histórica, mantendo Goiás entre as unidades da federação com melhores resultados neste indicador e abaixo da média nacional, de 38,1%. No período entre 2019 e 2025, aproximadamente 40 mil trabalhadores deixaram a informalidade, em um movimento contrário ao observado no restante do País.
Participação da população de Goiás no mercado de trabalho
Foto: IMB/SGG
Outro dado relevante é o aumento da participação da população no mercado de trabalho. Em 2025, a taxa chegou a 67,2%, colocando Goiás entre os estados com maior engajamento da força de trabalho. Já o nível de ocupação atingiu 64%, um dos melhores resultados já registrados, com um total de 3,862 milhões de pessoas ocupadas — o maior contingente da série histórica.
Para o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, os resultados refletem uma estratégia consistente de crescimento econômico. Segundo ele, o Estado tem conseguido ampliar oportunidades e fortalecer o ambiente de negócios, o que contribui diretamente para a geração de empregos e o aumento da renda.
“Goiás tem conseguido combinar crescimento econômico com geração de oportunidades reais para a população. Esses números mostram que estamos avançando na direção certa, com um ambiente favorável aos negócios, estímulo à formalização e políticas que fortalecem o mercado de trabalho e a renda das famílias goianas”, destacou.
Os números ganham ainda mais significado quando analisados a partir da realidade de trabalhadores como o auxiliar de logística Carlos Henrique Souza, de 32 anos, morador de Goiânia. Após um período de instabilidade durante a pandemia, ele conseguiu uma vaga com carteira assinada em 2022 e, desde então, viu sua renda crescer. “Antes eu fazia bicos e não tinha segurança. Hoje tenho salário fixo, benefícios e consigo planejar melhor a vida da minha família”, afirma.
Além dos indicadores gerais, especialistas apontam que a diversificação da economia goiana contribui para a sustentação desses resultados. Setores como o agronegócio, a indústria e os serviços mantêm ritmo de crescimento e ampliam a oferta de vagas formais em diferentes regiões do Estado. Esse movimento reduz a dependência de atividades informais e fortalece cadeias produtivas locais, o que gera efeitos positivos em municípios de médio e pequeno porte.
Outro fator relevante está na interiorização das oportunidades. Cidades fora da Região Metropolitana apresentam aumento no número de contratações com carteira assinada, o que ajuda a distribuir melhor a renda e evita a concentração econômica. Com mais pessoas empregadas e com renda maior, o consumo das famílias cresce e impulsiona o comércio e o setor de serviços.
A perspectiva para os próximos anos segue positiva. A manutenção de políticas voltadas à atração de investimentos e qualificação profissional tende a sustentar o ciclo de crescimento. Caso o cenário se mantenha, Goiás deve continuar entre os estados com melhor desempenho no mercado de trabalho, com avanços consistentes na geração de emprego e na melhoria da renda da população.









