O empresário Renan Santos foi oficializado candidato do partido Missão à Presidência da República neste sábado (1º), durante um ato político realizado na Zona Leste de São Paulo. Em seu discurso, o ex-integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à família Bolsonaro, ao defender uma candidatura que não seja definida apenas pela oposição aos dois grupos.
Recém-criado, o Missão disputará a eleição sem coligações e com recursos limitados. O partido terá R$ 3,3 milhões do fundo eleitoral, o equivalente a 0,07% do total. Além disso, como não alcançou a cláusula de desempenho, a legenda não terá direito à propaganda eleitoral gratuita na televisão e no rádio. Diante desse cenário, a campanha pretende concentrar esforços no engajamento digital, nas viagens pelo país e na participação de Renan em debates.
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Apesar da estrutura reduzida, integrantes do partido afirmam que Renan terá palanques em todos os estados, por meio de candidatos do Missão aos governos estaduais, ao Senado e às câmaras legislativas. Durante o evento, a legenda apresentou nove pré-candidaturas a governador em estados como Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Ceará, Pernambuco e Maranhão.
Propostas
Por fim, o partido lançou uma versão atualizada do chamado “Livro Amarelo”, documento que reúne análises e propostas da legenda, além de anunciar a criação de um centro de estudos. Entre as principais medidas do programa de governo está a apresentação de uma proposta de emenda à Constituição para promover um ajuste fiscal de R$ 1,1 trilhão até 2031, com cortes de despesas e mudanças nas regras de benefícios e pisos orçamentários.
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