Após o plenário do Senado rejeitar por 42 votos contrários a 32 favoráveis a indicação do nome do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), crescem as especulações sobre a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicar uma mulher para a vaga na Corte.
A tese é defendida por uma ala da cúpula do Palácio do Planalto, conforme informações divulgadas pela CNN Brasil. A justificativa seria a de que, além de atender às cobranças de parte do eleitorado à esquerda, que defendem a indicação de uma mulher ao Supremo desde que o ex-presidente do STF, Luís Roberto Barroso, anunciou sua aposentadoria, a indicação de uma mulher para a vaga transferiria para o Senado a pressão pela aprovação.
Também existem os governistas que defendem que a indicação precisa ser de uma mulher negra, que seria a primeira da história a compor a Suprema Corte. O STF já teve entre seus ministros três mulheres, Ellen Gracie, Rosa Weber e Cármen Lúcia, e um homem negro, Joaquim Barbosa, mas nunca uma mulher negra.
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Encurralar Alcolumbre
Os governistas dizem acreditar que assim conseguiriam encurralar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a pautar o tema ainda neste ano. Alcolumbre, um dos principais responsáveis pela derrota de Messias, já sinalizou que não irá marcar qualquer outra sabatina de indicado ao STF neste ano e que a escolha do próximo ministro ficaria para o presidente eleito em outubro.










