O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou neste domingo (26) um manifesto com diretrizes para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto foi aprovado durante congresso da sigla, em Brasília, e propõe uma “atualização de estratégia” para fortalecer o projeto político do partido. O documento destaca ações do atual governo e faz comparações com gestões anteriores, sem citar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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Além disso, o PT optou por evitar temas considerados mais sensíveis neste momento. A decisão ocorre em meio a pesquisas eleitorais difíceis para o governo e à busca por ampliar alianças, especialmente com setores do centro político e do empresariado. O texto ressalta a necessidade de “articular forças sociais diversas” para ampliar apoio e fortalecer a base eleitoral.
Reformas
O manifesto também apresenta um pacote de reformas consideradas prioritárias. Entre elas estão mudanças nas áreas política e eleitoral, tributária, tecnológica, administrativa, do Judiciário, agrária e da comunicação. Segundo o partido, essas medidas são essenciais para construir um projeto “democrático popular” e fortalecer o Estado, além de garantir mais direitos sociais e desenvolvimento econômico.
Por outro lado, o PT decidiu adiar discussões internas mais profundas, como mudanças no estatuto e no programa do partido, para depois das eleições. Ainda assim, o documento aponta a necessidade de renovação de lideranças, com maior participação de mulheres e limites para mandatos dentro da sigla.
Por fim, o manifesto também aborda propostas voltadas ao bem-estar social, como o debate sobre o fim da escala 6×1 e a possibilidade de tarifa zero no transporte público. Ao mesmo tempo, o partido defende maior protagonismo do Brasil em áreas estratégicas, como a exploração de minerais, buscando agregar valor à produção nacional.










