A bancada do PT na Câmara dos Deputados protocolou uma representação no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os parlamentares Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Gustavo Gayer (PL-GO). O partido alega que os dois teriam feito declarações que podem configurar crime contra o sistema financeiro nacional.
De acordo com o documento, Eduardo Bolsonaro afirmou em um vídeo divulgado nas redes sociais que “o Banco do Brasil será cortado das relações internacionais, o que vai levá-lo à falência”. Já Gustavo Gayer publicou em suas redes sociais: “Tirem seu dinheiro dos bancos. Moraes vai quebrar o Brasil”.
PT pede suspensão de mandatos de Eduardo Bolsonaro e Gayer após declarações sobre bancos
Para os petistas, as falas não representam apenas manifestações de cunho político. A representação argumenta que as declarações poderiam estimular correntistas a sacar valores de forma massiva, gerando risco de corrida bancária. O texto também aponta que esse tipo de conduta poderia caracterizar “possível organização criminosa voltada a desestabilizar instituições por meio da manipulação econômica”.
No pedido, o partido requer a adoção de medidas cautelares. Entre elas, estão a suspensão dos mandatos parlamentares, o bloqueio e a desmonetização de perfis digitais, a quebra de sigilo telemático e a retenção dos passaportes de Eduardo Bolsonaro e Gustavo Gayer.
Segundo a representação, as falas são “possíveis atos criminosos de desinformação, com potencial de gerar pânico, corrida bancária e instabilidade institucional”. O caso deve ser analisado pelo STF e pela PGR, responsáveis por avaliar se há elementos suficientes para abertura de investigação formal.
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