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‘Pessoas estão morrendo’: Falta de recursos amplia alerta para ebola

Administrador Por Administrador
1 de junho de 2026
Em Mundo
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‘Pessoas estão morrendo’: Falta de recursos amplia alerta para ebola

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O surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) continua avançando e já figura entre os maiores da história do país. Declarada oficialmente em 15 de maio, a epidemia se espalha pelas províncias de Ituri e Kivu do Norte, no leste congolês, e preocupa organismos internacionais pela insuficiência de recursos para conter a doença.

Dados mais recentes dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África (África CDC) apontam 1.077 casos suspeitos e 246 mortes suspeitas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) contabiliza, até o momento, 134 casos confirmados e 18 mortes confirmadas, além de 223 óbitos suspeitos relacionados à doença.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a resposta internacional enfrenta dificuldades por causa da escassez de recursos. A organização informou que apenas cerca de um terço do valor necessário para o combate ao surto foi efetivamente disponibilizado por países doadores.

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante a inauguração de um centro de tratamento de ebola no Congo (Foto: Reprodução/ @DrTedros)
A preocupação foi reforçada pelo diretor-geral da África CDC, Jean Kaseya. Em entrevista coletiva na sexta-feira (29), ele afirmou que parceiros internacionais reduziram significativamente os recursos prometidos. De acordo com Kaseya, o montante inicialmente anunciado, próximo de 500 milhões de dólares, caiu para 290 milhões de dólares.

“As pessoas estão morrendo! Como alguém pode anunciar um compromisso de X milhões de dólares e, no dia seguinte, me ligar para dizer que foi um erro?”, declarou.

 

Leia mais: OMS eleva risco do surto de ebola no Congo ao nível máximo

Leia mais: OMS afirma que está ‘profundamente preocupada’ com a escalada do surto de ebola

 

Casos suspeitos de ebola são investigados no Brasil
No Brasil, dois casos suspeitos mobilizaram autoridades de saúde em São Paulo e no Rio de Janeiro. Os pacientes haviam passado recentemente por países africanos e apresentaram sintomas compatíveis com infecções virais.

Neste sábado (30), exames apontaram meningite em um dos pacientes e malária no outro. Apesar dos diagnósticos, a hipótese de ebola ainda não havia sido totalmente descartada até a última atualização.

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