A candidata ao Governo do Distrito Federal, Paula Belmonte (PSDB), afirmou nesta terça-feira (19), durante entrevista ao podcast do Correio Braziliense, que sua atuação na política tem como objetivo promover mudanças na vida da população. Segundo ela, a política deve estar voltada à melhoria das condições sociais e à garantia de direitos.
“Eu não estou na política para sobreviver. Eu não tenho contrato político nenhum. Eu não dependo, graças a Deus, da política para sobreviver. Eu estou aqui como uma política para transformar”, declarou.
Ao falar sobre suas prioridades, Paula destacou a necessidade de ampliar políticas sociais e defendeu uma atuação mais próxima da população. Para a candidata, o poder público deve criar condições para reduzir as dificuldades enfrentadas pelos cidadãos.
“Eu sou muito preocupada com o social. Não adianta a gente achar que o nosso país não vai conseguir sair desse subdesenvolvimento, que a gente tanto sonha, se a gente não olhar para as pessoas”, afirmou.
Combate à corrupção
Durante a entrevista, Paula Belmonte também apresentou propostas relacionadas ao combate à corrupção e ao fortalecimento dos órgãos de controle.
A candidata afirmou que pretende criar um gabinete integrado com a participação da Controladoria-Geral do Distrito Federal, da Inteligência da Polícia Civil, do Tribunal de Contas do Distrito Federal e do Ministério Público do Distrito Federal.
A ideia, segundo ela, é ampliar a integração entre as instituições responsáveis pela fiscalização e pelo combate a irregularidades na administração pública.
“Todas as pessoas que fizerem atos corruptos vão sair do governo. Nós não queremos um governo corrupto, nós queremos um governo que seja transformador na vida das pessoas”, disse.
“Não existem dois governos”
Ao comentar o cenário político do Distrito Federal, Paula Belmonte também defendeu que a administração pública seja analisada como uma continuidade institucional, sem separar períodos de um mesmo governo.
“Eu quero deixar isso claro: não existem dois governos”, afirmou a candidata.
A declaração ocorreu durante a discussão sobre a gestão do Distrito Federal e sua relação com a disputa eleitoral deste ano.
Paula também afirmou que, caso seja eleita, pretende governar para além do grupo político que apoiar sua candidatura.
“O governo não é personalizado, o governo é para o coletivo. E nós vamos tratar, desde o primeiro dia, o governo como coletivo. Eu vou ser eleita por mais de 50% da população, mas vou trabalhar para 100% da população”, finalizou.
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