O papa Leão XIV manifestou neste sábado (27) solidariedade às vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24). Durante sua fala após um consistório extraordinário realizado em Roma, ele citou os afetados pelo desastre, suas famílias e as equipes envolvidas nas operações de socorro, além de defender a continuidade do apoio internacional ao país.
O encontro reuniu cardeais de diferentes partes do mundo ao longo de dois dias para discutir temas ligados à conjuntura internacional, à promoção da paz e a reflexões sobre a chamada teoria da “guerra justa”.
O balanço mais recente divulgado pelas autoridades venezuelanas aponta que ao menos 1.430 pessoas morreram em decorrência dos tremores. Os dados pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, durante entrevista à emissora estatal VTV. Segundo ele, o território segue vulnerável após o registro de outros 432 eventos sísmicos de menor intensidade desde a tragédia. Na sexta-feira (26), o número oficial de mortos era de 920.
Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, são considerados os mais fortes registrados no país em mais de um século, e atingiram a região norte venezuelana, incluindo Caracas. Os tremores provocaram o desabamento de edifícios, além de um amplo rastro de destruição na capital e em municípios vizinhos.
O esforço de resposta inclui ações de atendimento médico e triagem. De acordo com o governo venezuelano, cerca de 7.500 triagens foram realizadas e mais de 12 mil atendimentos prestados nas áreas afetadas desde o início da crise.
Além do impacto humanitário, estimativas do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) indicam que os prejuízos econômicos provocados pelos terremotos podem chegar a US$ 6,7 bilhões. O cálculo considera os danos estruturais e os efeitos sobre a economia local após os tremores.
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