O papa Leão XIV criticou nesta quinta-feira (16) líderes mundiais que destinam bilhões de dólares a guerras, durante passagem por Camarões, e afirmou que o mundo está sendo devastado por decisões que priorizam a destruição em vez de investimentos em áreas essenciais.
Em discurso, o pontífice fez um apelo direto contra a lógica dos conflitos armados e destacou o impacto dessas escolhas. “Os mestres da guerra fingem não saber que basta um instante para destruir, mas muitas vezes uma vida inteira não é suficiente para reconstruir. Eles fecham os olhos para o fato de que bilhões de dólares são gastos em assassinatos e devastação, enquanto os recursos necessários para cura, educação e restauração não são encontrados em lugar nenhum”, disse.
No mesmo pronunciamento, o papa também criticou líderes que utilizam a religião como justificativa para guerras e interesses políticos. “Ai daqueles que manipulam a religião e o próprio nome de Deus para obterem ganhos militares, econômicos e políticos, arrastando o que é sagrado para as trevas e a imundície. É um mundo de cabeça para baixo, uma exploração da criação de Deus que deve ser denunciada e rejeitada por toda consciência honesta”, afirmou.
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Trump afirma que tem direito de discordar do papa
As declarações ocorrem em meio a críticas recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao papa. Nos últimos dias, o republicano chegou a publicar uma imagem gerada por inteligência artificial e fez ataques ao pontífice nas redes sociais. Na quinta-feira, o norte-americano afirmou: “ele (Leão XIV) pode dizer o que quiser, mas eu tenho o direito de discordar com ele. O papa tem que entender que o Irã é uma ameaça muito grande”.
O embate se intensificou após declarações anteriores de Leão XIV sobre guerras recentes, em que afirmou que Deus rejeita orações de líderes com “as mãos cheias de sangue”.










