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Pacheco no UB pode garantir palanque para Lula em Minas em 2026

Administrador Por Administrador
23 de fevereiro de 2026
Em Política
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Pacheco no UB pode garantir palanque para Lula em Minas em 2026

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Bruno Goulart

Mesmo após o desembarque do União Brasil do governo federal no fim do ano passado, lideranças do PT em Minas Gerais admitem a possibilidade de o partido servir de palanque para o presidente Lula da Silva na disputa de 2026. O movimento passa pela eventual candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD) ao governo estadual.

Um dos principais nomes do PT mineiro, o deputado federal Reginaldo Lopes afirma que não há resistência interna em apoiar Pacheco, mesmo que ele deixe o PSD e se filie ao União Brasil, legenda de centro-direita. “Não tem problema nenhum o Pacheco se filiar ao União Brasil ou a outro partido. Desde que ele apoie o Lula, que é o que interessa”, declarou.

Segundo Lopes, a principal dificuldade estaria dentro do próprio União Brasil, que rompeu com o governo e entregou cargos na Esplanada. Ainda assim, a estratégia petista prioriza a construção de um palanque competitivo no segundo maior colégio eleitoral do País.

Leia mais: Bolsonaro prepara lista de pré-candidatos para 2026

Após meses de hesitação, Pacheco tem sinalizado disposição para disputar o Executivo mineiro. Além do União Brasil, o senador também avalia uma possível filiação ao MDB, que, por sua vez, já lançou a pré-candidatura de Gabriel Azevedo ao governo. 

Cenário aberto
O cenário estadual segue em aberto. A sucessão do governador Romeu Zema (Novo), que conclui o segundo mandato e mira o Palácio do Planalto, tem atraído nomes do campo da direita. Entre eles, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e o vice-governador Matheus Simões (PSD-MG), que pode assumir o comando do Estado caso Zema se desincompatibilize.

Além disso, o PT também cogita apoiar o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, atualmente no PDT. Outro nome citado como possível candidato é o do deputado federal Aécio Neves, que é presidente nacional do PSDB. Até o momento, nenhuma mulher foi lançada na disputa ao Palácio da Liberdade.

Negociações à esquerda em Minas
Parte do PSOL em Minas defende o lançamento de Maria da Consolação na disputa ao governo. Mas, por mais que a psolista queira se candidatar, alas do partido mostram resistência e apostam em alianças com outras siglas. 

Já no PT, o nome de Marília Campos, prefeita de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, chegou a ser cotado para a corrida ao Palácio da Liberdade. Mas o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT mineiro optou em janeiro por lançar a chefe do Executivo da cidade como pré-candidata ao Senado. (Especial para O HOJE)

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