O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou nesta quarta-feira (18) que a aliança discutiu com países aliados formas de reabrir o Estreito de Ormuz, rota estratégica que permanece sob restrições em meio à guerra envolvendo o Irã.
A declaração foi feita durante conversa com jornalistas na Noruega, onde Rutte destacou que há entendimento entre os membros sobre a necessidade de restabelecer a circulação na região. “Todos concordamos, claro, que o estreito precisa ser reaberto. E o que sei é que os aliados estão trabalhando juntos, discutindo como fazer isso e qual a melhor forma de agir”, afirmou.
O movimento ocorre em meio a divergências dentro da própria Otan. Nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou países aliados que rejeitaram o envio de navios de guerra para escoltar petroleiros na região, proposta apresentada por Washington diante do aumento das tensões.
Donald Trump criticou aliados por rejeitarem se envolver no conflito no Oriente Médio (Foto: Divulgação/ Casa Branca)
O Irã, por sua vez, sustenta que o Estreito de Ormuz não foi totalmente fechado, mas opera sob controle de suas forças armadas. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, embarcações de países que não participam das ações militares conseguem atravessar a área com autorização.
A restrição à passagem foi adotada por Teerã após ataques conduzidos pelos EUA e por Israel, o que elevou o preço do petróleo nos mercados internacionais. Ainda assim, Trump indicou nesta quarta-feira que pode deixar a responsabilidade pela segurança da rota a cargo de outros países.
Trump afirma que os EUA não dependem do Estreito de Ormuz
Em publicação, o presidente afirmou que os EUA não dependem diretamente do Estreito de Ormuz e sugeriu que nações que utilizam o estreito assumam a condução das ações para garantir a navegação. Apesar disso, uma interrupção prolongada no fluxo marítimo pode afetar a economia global.
O Estreito de Ormuz liga o Golfo de Omã ao Golfo Pérsico e concentra cerca de 20% do petróleo transportado no mundo, além de parcela significativa do comércio internacional de gás natural, com destino principalmente a países asiáticos.










