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ONU critica política migratória dos EUA durante a Copa

Administrador Por Administrador
10 de junho de 2026
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ONU critica política migratória dos EUA durante a Copa

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A política migratória dos Estados Unidos durante a Copa do Mundo levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a pedir mudanças nas medidas adotadas pelo governo de Donald Trump. A cobrança foi feita nesta quarta-feira (10) pelo alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, em meio a relatos de dificuldades enfrentadas por torcedores, integrantes de delegações e profissionais ligados ao torneio para ingressar no país.

Ao comentar a situação, Turk defendeu uma reavaliação das ações adotadas pelas autoridades norte-americanas. “Espero sinceramente que repensem profundamente sobre a forma como as medidas de controle da imigração afetam os direitos humanos e a dignidade humana e que, especialmente às vésperas da Copa do Mundo, sejam revistas políticas que, infelizmente, temos visto prevalecer, sobretudo nos EUA”, declarou.

O posicionamento da ONU ocorre após uma série de episódios envolvendo pessoas ligadas ao torneio. A Federação de Futebol da República Islâmica do Irã informou na terça-feira (9), que sua cota de ingressos foi revogada dias antes do início da competição, afetando torcedores que já haviam organizado viagens para acompanhar a seleção.

Também houve repercussão em torno do árbitro somali Omar Artan, escalado para atuar no torneio, segundo a Federação da Somália, ele teve a entrada negada nos EUA após horas de interrogatório, embora possuísse visto válido. Artan seria o primeiro somaliano a apitar uma partida de Copa do Mundo.

Alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk (Foto: Reprodução/ @volker_turk)
 

Leia mais: Irã acusa EUA de barrarem ingressos da Copa para iranianos

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As delegações também enfrentaram procedimentos rigorosos. A seleção do Senegal foi submetida a inspeções com detectores de metal e verificação de bagagens. Após a divulgação do caso, a federação do país esclareceu que a medida ocorreu antes do embarque e buscava agilizar a viagem.

Ainda, Washington também passou a exigir depósitos reembolsáveis de cidadãos de cerca de 50 nações consideradas de risco para a obtenção de vistos, medida adotada com o objetivo de evitar permanências irregulares após a Copa do Mundo.

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