O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, nesta segunda-feira (2), da sessão solene de abertura do Ano Judiciário, realizada no Supremo Tribunal Federal (STF). A cerimônia marcou a retomada oficial das atividades da Corte após o recesso e ocorreu em meio a críticas dirigidas à Suprema Corte pela condução do chamado caso Master, tema que tem gerado desgaste institucional e pressão política sobre o Judiciário.
A solenidade teve início por volta das 14h20, sob a condução do presidente do STF, ministro Edson Fachin, e reuniu autoridades dos Três Poderes. Em discurso, Lula defendeu a independência do Poder Judiciário, ressaltando que ela deve caminhar ao lado da convivência institucional harmoniosa, baseada no diálogo e no respeito entre Executivo, Legislativo e Judiciário, conforme prevê a Constituição.
O presidente também destacou a atuação do governo federal na defesa das instituições democráticas e no enfrentamento ao crime organizado, com ênfase na cooperação entre União e estados, independentemente de alinhamento partidário. Lula citou a operação Carbono Oculto como exemplo de ação integrada entre Judiciário e forças de segurança para alcançar lideranças criminosas de alto poder econômico, inclusive fora do país, afirmando que “não haverá distinção” no combate à criminalidade.
Estiveram presentes à sessão o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, e dos ministros da Suprema Corte. O ministro Luiz Fux participou por videoconferência, após ser diagnosticado com pneumonia e iniciar tratamento médico.
A cerimônia marcou o primeiro compromisso público de Lula após se recuperar de uma cirurgia para retirada de catarata, realizada na última sexta-feira (30). Tradicionalmente, autoridades do Executivo e do Legislativo não discursam na abertura do Ano Judiciário. O presidente do STF, Edson Fachin, Paulo Gonet e Beto Simonetti discursaram.
Após o encerramento do evento no STF, Fachin seguirá para o Congresso Nacional, onde participou da sessão solene que abriu oficialmente o Ano Legislativo de 2026, ocasião em que também realizou um pronunciamento no plenário, reforçando o diálogo institucional entre os Poderes em um ano de forte sensibilidade política.










