O Ministério Público Federal (MPF) deflagrou uma operação para investigar possíveis irregularidades em descontos realizados na folha de pagamento de servidores do Governo do Distrito Federal. O caso veio à tona após suspeitas levantadas ainda no mês de março.
Suspensão de serviço após apontamentos do TCU
As suspeitas ganharam força quando o serviço de adiantamento salarial oferecido pelo banco digital PicPay, do grupo J&F, foi suspenso pela Secretaria de Economia do DF. A decisão ocorreu após o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) apontar inconsistências na operação.
O contrato firmado entre o PicPay e o Banco de Brasília (BRB), responsável pela gestão da folha de pagamento dos servidores, previa a oferta de crédito consignado aos funcionários públicos por meio da instituição digital.
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Caso entrou na mira de investigações nacionais
O acordo também passou a ser analisado no âmbito da CPMI do INSS. Informações enviadas pelo Banco Santander ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicaram movimentações financeiras consideradas atípicas.
Segundo os dados, um escritório que leva o nome do então governador Ibaneis Rocha teria recebido R$ 1 milhão do grupo J&F quatro dias após o registro do PicPay junto ao governo do Distrito Federal, o que levantou questionamentos sobre a proximidade dos fatos.
As autoridades apuram se houve irregularidades na formalização e execução dos contratos, além de possíveis favorecimentos ou conflitos de interesse na operação envolvendo a folha de servidores.
O caso segue sob análise do MPF e de outros órgãos de controle, enquanto novas informações devem ser incorporadas ao inquérito.
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