A presença militar dos Estados Unidos no Caribe voltou a escalar a tensão com a Venezuela. Washington mobilizou sete navios de guerra e um submarino de ataque nuclear para a região, numa operação que, segundo autoridades americanas, busca enfrentar cartéis de drogas latino-americanos. O presidente Donald Trump transformou o combate ao narcotráfico em bandeira de seu governo, relacionando a estratégia à contenção da migração e à proteção da fronteira sul.
Embora a Marinha e a Guarda Costeira dos EUA atuem regularmente no Caribe, fontes em Washington afirmam que o atual deslocamento é mais robusto que o habitual. Entre as embarcações destacadas estão o USS San Antonio, o USS Iwo Jima e o USS Fort Lauderdale, que transportam cerca de 4.500 militares, incluindo 2.200 fuzileiros navais. A operação também inclui voos de aviões espiões P-8 para coleta de inteligência.
A Casa Branca declarou que Trump está disposto a usar “todos os elementos do poder americano para impedir que drogas inundem nosso país”. A secretária de imprensa Karoline Leavitt disse que países do Caribe apoiam os esforços dos EUA. Em fevereiro, Washington havia classificado cartéis mexicanos, como o de Sinaloa, e o grupo venezuelano Tren de Aragua como organizações terroristas globais.
Em Caracas, Nicolás Maduro denunciou que submarinos nucleares americanos ameaçam a Venezuela em violação a tratados internacionais. Ele afirmou que a diplomacia não pode ser baseada em canhões e anunciou o envio de 15 mil soldados à fronteira com a Colômbia para combater grupos criminosos. O governo também convocou brigadas civis a realizar treinamentos semanais.
Para Maduro, as manobras dos EUA fazem parte de uma ofensiva política e econômica, marcada por sanções que, segundo ele, configuram uma “guerra econômica”.
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