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Missão de Daniel é quitar folha e manter programas sociais

Administrador Por Administrador
2 de abril de 2026
Em Política
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Missão de Daniel é quitar folha e manter programas sociais

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Os primeiros passos de Daniel Vilela (MDB) como governador não começaram junto com abril de 2026, mas em conformidade com a pré-campanha de Caiado à reeleição, ainda em 2021. Desde então, os dois integrantes de partidos historicamente rivais se uniram nos diversos campos da política. E até pessoal. Portanto, o que houve nesta terça-feira (31/3) foi uma mudança de faixa, não de rumo. Em tese, a missão é árdua, como a coluna Xadrez aponta nesta edição de O HOJE. Porém, inicialmente, basta a Daniel manter duas rotinas, salário em dia e programas sociais.

Há diferenças brutais entre o senhor de 76 anos e o jovem de 42, mas o etarismo não é uma delas. Quando tinha a atual idade de Daniel, Caiado ainda sequer havia estreado na política eleitoral. Aos 36, estava se consolidando na classista, criando a União Democrática Ruralista, para impedir que a nova Constituição acabasse com o direito à propriedade. Aos 39, saiu candidato a presidente da República, o que repete agora pelo mesmo partido, o PSD.

Chance de se consagrar nas urnas

O que os difere são os projetos, o de Caiado é a última tentativa de realizar o sonho no Palácio do Planalto; o de Daniel, a 1ª chance real de se consagrar nas urnas, para se eleger vereador e deputado estadual e federal, contou com apoio do pai, o bem-sucedido gestor público Maguito Vilela; para chegar ao cargo de hoje, embarcou na nave de Caiado; agora, a bronca é com ele, Maguito está no céu e Caiado em busca do inferno, como Jair Bolsonaro classificou as agruras da chefia do Executivo federal.

O eleitor não deve sentir a distinção, o que será ótimo para os candidatos oficiais, Daniel à reeleição com um vice ainda não escolhido (se escolhido, não foi divulgado) e meia dúzia de senatoriáveis: Alexandre Baldy (PP), Gracinha Caiado (União Brasil), Gustavo Gayer (PL), Gustavo Mendanha e Vanderlan Cardoso (PSD) e Zacharias Calil (MDB). Se pagar em dia a folha e os benefícios sociais, manterá a perspectiva de continuar no poder, um ponto a mais para essa turma permanecer a seu lado, inclusive os que não couberem no palanque.

Últimos presidentes que consideraram Goiás foram FHC e Bolsonaro

Desde a volta das eleições diretas para governador, Goiás só teve apoio do presidente da República no 2° mandato de Fernando Henrique Cardoso na Presidência e de Marconi Perillo no Palácio das Esmeraldas e a providencial parceria de Caiado com Bolsonaro durante a pandemia. Além de pertencerem ao mesmo partido, o PSDB, FHC tinha o goiano como um pupilo, daí as portas abertas para os pleitos estaduais. É o caso de agora, pois Lula é inimigo de Caiado, não de Daniel, a quem sequer deve conhecer. Quando o hoje governador de Goiás era deputado federal, a presidente era Dilma Rousseff, cujo impeachment ele ajudou a aprovar, em seguida Michel Temer, mas aí os dois governadores foram Marconi e José Eliton, rivais dos Vilela.

O MDB, que Daniel preside em Goiás, ainda não saiu do muro quanto à eleição nacional. A tendência é o enredo de sempre, cada filiado apoia quem quer e o eleito que puxe a sigla para seu lado. Neste período-tampão de 9 meses, espera-se que Daniel encontre menos pedras pelo caminho, que para Caiado era interrompido com montanhas. É um tempo relativamente curto para se iniciar e concluir obra de engenharia, mas as construções rendem pouco nas urnas. Em 2018 e 2022, Caiado venceu adversários realizadores (Marconi, Mendanha).

O governador que supera em popularidade o embaixador

Eis o milagre da fé na integridade. Caiado ressaltou em discurso ao transmitir o cargo que Daniel insistiria na guerra ao crime, destacando a corrupção. Outros delitos cujo combate deu notoriedade a Caiado foram os cometidos pelos bandidos comuns, como o roubo de veículos (ficaram tão pouco que caiu o preço do seguro), o de homicídios (queda também), assaltos (como diz Caiado, o goiano pode andar na rua falando ao telefone sem mão-de-elástico o surrupiar). A vitória sobre os criminosos é o lado A do santinho de Caiado, no qual Daniel também precisa imprimir seu nome e seu número, e a referência não é ao 15, mas aos dados que melhoraram na violência.

Investimento para descentralizar a saúde e manter a Educação em 1° lugar no Ideb deve ter a prioridade somada à da ética. Foi a receita de Caiado. Como ganhou todas e saiu mais popular que Gusttavo Lima, o negócio é tocar em frente o tchê, tchê rerê, tchê tchê. (Especial para O HOJE)

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