O Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego) informou que os atendimentos no Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara, em Goiânia, serão paralisados por 48 horas a partir das 7h do dia 9 de março de 2026 (segunda-feira), com previsão de término às 7h do dia 11 de março de 2026 (quarta-feira). A decisão foi tomada durante Assembleia Geral Extraordinária Permanente realizada às 19h30 do dia 3 de março.
De acordo com o sindicato, a paralisação ocorre porque os gestores responsáveis pela unidade, Secretaria Municipal de Saúde, Sociedade Beneficente São José e empresas terceirizadas, não atenderam às reivindicações apresentadas pela categoria.
Entre os principais pontos da pauta estão o pagamento imediato de remunerações em atraso e a garantia de recursos humanos e materiais suficientes para o atendimento da população. O Simego afirma que os atendimentos serão retomados somente após o atendimento integral das reivindicações dos médicos que atuam na unidade. Durante o período de paralisação, os serviços de urgência e emergência serão mantidos, conforme determina a legislação.
Médicos do Hospital Célia Câmara anunciam paralisação. Foto: Reprodução/ Jackson Rodrigues
Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara
Os médicos do Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara participam na última segunda-feira (23) de fevereiro, de uma assembleia virtual convocada pelo Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego) para avaliar um indicativo de greve.
O motivo da reunião se deu pela falta de condições de trabalho, atraso no pagamento das remunerações e a possibilidade de paralisação dos atendimentos. A maternidade está sob gestão da organização social Sociedade Beneficente São José desde agosto do ano passado, por contrato com a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia.
A Maternidade Célia Câmara informou ao portal Diário de Goiás que tem conhecimento da assembleia dos médicos e mantém diálogo com os profissionais. A unidade reconheceu um pagamento em atraso, mas afirmou que a quitação estava prevista para a data de 23 de fevereiro, e garantiu que os atendimentos seguem normalmente. Caso o indicativo de greve seja aprovado, a categoria ainda definirá prazos e condições para uma possível paralisação.
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