Nos últimos dez anos, cerca de 450 policiais militares de Goiás foram promovidos por atos de bravura ligados à atuação no acidente com o césio-137, ocorrido em Goiânia, em 1987.
As promoções foram concedidas mediante comprovação de participação em operações de alto risco, caracterizadas como ações de bravura. No entanto, a maior parte dessas progressões, aproximadamente 80%, ocorreu por meio de decisões judiciais, e não por vias administrativas, conforme levantamento do jornal O Popular.
PMs por caso césio-137
Os militares recorreram à Justiça em busca do reconhecimento, alegando que estiveram diretamente envolvidos em atividades como o isolamento de áreas contaminadas, controle da população e apoio às equipes responsáveis pelo manuseio do material radioativo.
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As promoções mais recentes foram publicadas no dia 29 de abril no Diário Oficial do Estado (DOE). Entre os contemplados, Walter Soares do Nascimento foi elevado de primeiro-sargento da reserva ao posto de subtenente. Já os segundos-sargentos João Ferreira de Souza, Waltuir Ricardo da Silva e Hugo Emiliano dos Santos foram promovidos a primeiros-sargentos da reserva. Em todos os casos, as progressões ocorreram por decisão judicial.
Segundo a Procuradoria-Geral do Estado, o reconhecimento por atos de bravura não é automático apenas pela atuação no acidente radiológico. Cada caso passa por análise individual das comissões de promoção de praças e oficiais, devendo atender aos critérios previstos em lei.
Nas promoções mais recentes, os militares conseguiram comprovar que atuaram com coragem acima do esperado no cumprimento do dever, além de terem sido expostos ao material radioativo em condições de risco e sem a devida proteção.






