O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta terça-feira (3) o envio de reforços militares ao Oriente Médio, incluindo o porta-aviões Charles de Gaulle e sua escolta de fragatas, que já estão a caminho do Mediterrâneo.
A decisão ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, desencadeado no último sábado após ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã. Segundo as informações divulgadas, a ofensiva resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
Em resposta às ações militares, o Irã iniciou ataques contra países do Golfo aliados dos Estados Unidos, mirando principalmente bases militares e interesses de Washington na região.
Em discurso televisionado, Macron afirmou que ordenou o deslocamento do porta-aviões e de seus meios militares. “Dei ordem ao porta-aviões Charles de Gaulle, aos seus meios aéreos e à sua escolta de fragatas para se dirigirem ao Mediterrâneo”, declarou.
Reforços militares no Oriente Médio
O presidente francês também anunciou o envio de aviões de combate Rafale, sistemas de defesa antiaérea e equipamentos de radar aerotransportado, que foram mobilizados nas últimas horas.
Além disso, a França enviará para o Chipre a fragata Languedoc e meios antiaéreos. A medida ocorre após um drone atingir a base britânica de Akrotiri, localizada na ilha.
Após o ataque, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, informou que o país decidiu enviar um navio de guerra e helicópteros para a região.
Estreito de Ormuz é fechado
A crise no Oriente Médio também afetou uma das rotas mais importantes do comércio global de energia. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo, foi fechado ao tráfego marítimo.
Com o bloqueio da passagem, grandes empresas de navegação suspenderam suas rotas pela região.
Diante desse cenário, Macron afirmou que pretende construir uma coalizão internacional para reunir meios, inclusive militares, com o objetivo de garantir a segurança das vias marítimas consideradas essenciais para a economia mundial.
O presidente francês também declarou que forças da França abateram drones em legítima defesa desde as primeiras horas da guerra e informou que duas bases francesas foram alvo de ataques classificados como limitados, que causaram apenas danos materiais.
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