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Macron afirma que a França votará contra acordo UE-Mercosul

Administrador Por Administrador
9 de janeiro de 2026
Em Mundo
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Macron afirma que a França votará contra acordo UE-Mercosul

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A França votará contra o acordo comercial entre a União Europeia e países do Mercosul, afirmou o presidente Emmanuel Macron nesta quinta-feira (8), em meio a protestos de agricultores que bloquearam estradas, ocuparam pontos turísticos de Paris e pressionaram o governo às vésperas de uma votação decisiva na sexta-feira (9).

Ao anunciar a posição francesa, Macron afirmou que, apesar de compromissos obtidos junto à Comissão Europeia, o governo seguirá tentando impedir o avanço do pacto. “A assinatura do acordo não é o fim da história. Continuarei a lutar pela plena implementação dos compromissos obtidos junto da Comissão Europeia e para proteger os nossos agricultores”, escreveu o presidente na rede X.

Foto: Reprodução/ @EmmanuelMacron
França vive momento sensível na política interna
Além da França, a Irlanda também anunciou que votará contra o pacto, segundo o vice-primeiro-ministro Simon Harris. Ainda assim, o acordo pode ser aprovado, já que a Comissão Europeia teria garantido o apoio de países como a Itália, que era contrária à assinatura do pacto.

A questão é sensível para o governo francês em um momento de pressão política interna. O país se aproxima das eleições municipais de março, enquanto a extrema-direita aparece em alta nas pesquisas, antes do pleito presidencial de 2027, que escolherá o sucessor de Macron.

A ministra da Agricultura, Annie Genevard, reforçou que a França continuará a se opor ao acordo mesmo se ele for aprovado pelos Estados-membros, destacando que o texto ainda precisará passar pelo Parlamento Europeu para entrar em vigor.

Na tentativa de reduzir resistências, a Comissão Europeia propôs antecipar 45 bilhões de euros em fundos agrícolas no próximo orçamento plurianual do bloco e sinalizou a redução de tarifas de importação sobre alguns fertilizantes.

Manifestantes ocupam as ruas de Paris contra acordo
As manifestações foram convocadas pelo sindicato de direita Coordination Rurale, que critica o acordo por temer a entrada de alimentos mais baratos no mercado europeu, o que, segundo os produtores, colocaria em risco a competitividade do setor agrícola francês. Tratores romperam bloqueios policiais, circularam pela avenida Champs-Élysées e cercaram o Arco do Triunfo antes do amanhecer, seguindo depois para a Assembleia Nacional.

Os protestos também incorporaram outras pautas, como o alto custo de produção, a regulamentação considerada excessiva e a política de abate de rebanhos por causa de uma doença bovina contagiosa.

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