Uma preocupação em comum que incomoda as campanhas eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) neste ano. Ambos tentam se aproximar do eleitorado feminino, considerado crucial para a vitória de qualquer um dos dois.
O problema é que tanto o petista quanto o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) são rejeitados pelas mulheres quase que igualmente. Por isso, as duas campanhas adotaram como principal estratégia atrair o voto desse grupo.
Créditos: Ricardo Stuckert/PR e Lula Marques/ABr
As eleições de 2026 caminham para ter um recorde de eleitoras. Dados de março do Tribunal Superior Eleitoral mostram que as votantes habilitadas do sexo feminino são 52,8% do total.
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Há hoje 82,8 milhões de mulheres e 73,9 milhões de homens aptos a votar. Esse contingente passou a ser tratado por Lula e por Flávio como decisivo para a disputa. O desempenho de Lula entre as eleitoras piorou desde 2022.
O PoderData, em levantamento de 21 a 23 de março, aponta que a desaprovação do governo entre as mulheres está em 58%. Superou a desaprovação entre os homens, que é de 55%.
Flávio Bolsonaro enfrenta um desafio maior, que é o peso do sobrenome junto às eleitoras. Uma pesquisa da AtlasIntel divulgada em fevereiro mostrou que 54% das mulheres têm medo ou preocupação com a eleição do senador, contra 38,4% que sentiram o mesmo em relação a Lula. (Especial para O HOJE)










