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Lula critica protecionismo, evita Trump e cita Musk em discurso no G7

Administrador Por Administrador
17 de junho de 2026
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O discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta terça-feira (16) durante a reunião da cúpula do G7, na França, ficou marcado pelas críticas ao protecionismo, a não menção ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a referência ao empresário Elon Musk. 

Durante a reunião, o petista afirmou que “o neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e a crise política que hoje assolam as democracias. Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas”. Em seu discurso, o presidente defendeu que haja maior cooperação entre os países para auxiliar o desenvolvimento do Sul Global. 

Ao criticar as desigualdades, Lula fez uma referência a Musk: “O primeiro trilionário do mundo é mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial. A extrema concentração de riqueza decorre de décadas de políticas pró-bilionários”. O sul-africano, dono da SpaceX, tornou-se o primeiro trilionário do mundo no último dia 12 de junho. 

Leia mais: STF reforça proteção à saúde do trabalhador ao derrubar idade mínima da aposentadoria especial, avalia especialista

Encontro com Trump
Apesar de juntos no mesmo ambiente, Lula e Trump não se cumprimentaram. O presidente brasileiro aparece longe do americano na foto oficial do G7. A reunião na França acontece em meio às tensões diplomáticas entre EUA e Brasil, em razão da possível nova taxação de 25% do governo americano aos produtos brasileiros e da recente classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, pelo governo Trump.

Lula não citou o presidente dos EUA nem o país em seu discurso, mas fez referência à medida contra o CV e o PCC. O presidente afirmou que um dos desafios atuais é o combate ao crime organizado “que aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas”.

“Esse esforço deve levar em conta o respeito à soberania dos Estados”, afirmou Lula. Uma das principais críticas do governo federal ao enquadramento do PCC e CV como terroristas pelo governo americano é como a decisão pode afetar a soberania brasileira. 

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