Com o fim da gestão de Leonardo Magalhães à frente da Defensoria Pública da União (DPU) na última sexta-feira (16), crescem os rumores em Brasília de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá indicar Tarcijany Linhares Aguiar Machado para chefiar o órgão. A informação é da colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo.
Atualmente defensora regional de direitos humanos substituta no Ceará, Tarcijany integrou a lista tríplice definida pela categoria em setembro, na qual apareceu na segunda colocação. O primeiro lugar foi ocupado por Magalhães, seguido por Fabiano Caetano Prestes, de Brasília. A escolha final não precisa obedecer à ordem da votação interna, já que o presidente Lula tem liberdade para decidir por qualquer um dos três nomes.
A eventual indicação de Tarcijany ganhou tração política com o respaldo do ministro da Educação, Camilo Santana, e do deputado federal José Guimarães (PT-CE). Caso a nomeação se confirme, a Defensoria Pública da União voltará a ter uma mulher à frente da instituição após mais de 20 anos.
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Ao se despedir da carreira, Magalhães destacou, em mensagem dirigida aos membros da DPU, a ampliação da estrutura de atendimento, com a abertura de 35 novos postos, e o avanço do processo de interiorização dos serviços.
O balanço apresentado inclui ainda melhorias na governança administrativa, a digitalização de serviços e o estreitamento do diálogo com o Congresso Nacional e o Poder Executivo. Magalhães citou, por fim, a incorporação de uma nova sede em Brasília, avaliada em cerca de R$ 175 milhões.








