O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca um substituto para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, depois que este manifestou vontade de deixar o governo.
Ambos se reuniram no Palácio do Planalto no dia 23 de dezembro, quando Lewandowski sinalizou ao presidente que sua missão foi cumprida e que era hora de o ciclo se encerrar.
Sob a gestão de Lewandowski, o governo tenta um avanço no Congresso Nacional com duas pautas prioritárias para a segurança pública e para a eventual campanha de Lula à reeleição como a PEC que cria o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e o PL Antifacção.
Câmara dos Deputados durante votação do PL Antifacção – Créditos: Hegon Corrêa
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Lewandowski e STF
Conselheiros jurídicos de Lula afirmam que é preciso encontrar um nome que mantenha a ponte do governo com o Supremo Tribunal Federal (STF), considerada um dos principais atributos de Lewandowski, que foi ministro da Corte por 14 anos.
Atual ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, durante sua atuação como ministro do STF, em 2019 – Créditos: Rosinei Coutinho/SCO/STF
Auxiliares de Lula afirmam que, sem Lewandowski, ganha força o desmembramento da pasta em um ministério da Justiça e outro da Segurança Pública, algo que o próprio presidente já anunciou que vai fazer, mas ainda sem data no radar.
Embora o ministro não tenha a intenção de disputar cargo político, sua ideia é aproveitar a “leva de saídas” da Esplanada que deve ocorrer até abril, por conta do prazo para a desincompatibilização eleitoral. Lula pediu que o ministro permaneça até encontrar um novo nome.










