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Irã envia nova proposta de diálogo após recusa dos EUA

Administrador Por Administrador
2 de maio de 2026
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Irã envia nova proposta de diálogo após recusa dos EUA

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Em meio ao prazo legal que pressiona a atuação dos Estados Unidos na guerra no Oriente Médio, o Irã apresentou uma nova proposta de negociação a Washington por meio do Paquistão, segundo informou nesta sexta-feira (1º) a agência estatal IRNA. A iniciativa ocorre em um cenário de impasse, com o Estreito de Ormuz ainda bloqueado e sem definição sobre os próximos passos do conflito iniciado em 28 de fevereiro.

O envio do texto ao mediador paquistanês foi feito na noite de quinta-feira (30), e acontece após o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitar uma versão anterior proposta por Teerã. O acordo rejeitado por Washington adiava as negociações nucleares, e o governo norte-americano exige garantias de que o país persa não produzirá armamento nuclear.

Trump, por sua vez, afirmou estar insatisfeito com a proposta iraniana. O republicano disse a repórteres na Casa Branca: “Tivemos uma conversa com o Irã. Vamos ver o que acontece, mas eu diria que não estou satisfeito. Eles precisam apresentar o acordo certo. Neste momento, não estou satisfeito com o que estão oferecendo”.

A instabilidade no setor energético está diretamente ligada ao bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo e gás comercializados no mundo. A interrupção da rota, somada à ofensiva dos Estados Unidos para impedir as exportações iranianas, elevou os custos da energia.

 

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Governo iraniano afirma que resultados não serão imediatos
Apesar de um cessar-fogo em vigor desde 8 de abril, o ambiente segue marcado por desconfiança e ameaças. Autoridades iranianas indicam que não há expectativa de avanço rápido nas negociações. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirmou na quinta-feira (30/4) que não se deve esperar resultados imediatos.

O comandante da força aeroespacial da Guarda Revolucionária declarou que o país está preparado para reagir a qualquer nova ofensiva norte-americana com “ataques duradouros e dolorosos”. Segundo ele, navios da Marinha dos EUA que participam do bloqueio naval na entrada do estreito poderão ser alvo de ofensivas iranianas.

As declarações se somam às críticas feitas pelo líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, que utilizou as redes sociais para atacar os EUA. “As ‘bases de papelão’ dos Estados Unidos nem sequer conseguem garantir a própria segurança, quanto mais a dos admiradores dos EUA na região”, escreveu. Ainda, destacou o papel estratégico da região: “O Golfo Pérsico é mais do que um simples corpo d’água — ele faz parte da nossa identidade e do nosso tecido de vida, e é uma rota de conexão significativa para nossa economia com o mundo”.Mojtaba Khamenei

Líder supremo Mojtaba Khamenei (Foto: Divulgação/ Khamenei.ir)
O cenário também é acompanhado com cautela por países da região. O assessor presidencial dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, afirmou nesta sexta-feira que “não se pode confiar em quaisquer arranjos unilaterais iranianos ou depender deles após sua agressão traiçoeira contra todos os seus vizinhos”.

Prazo legal para operação militar chega ao limite
Enquanto isso, o prazo legal nos EUA para a continuidade da operação militar chega ao limite. A legislação determina que o presidente deve encerrar o conflito ou obter autorização do Congresso após 60 dias. O governo Trump, no entanto, sinalizou que pretende ignorar a exigência, sob o argumento de que o cessar-fogo interrompe a contagem. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que “o relógio dos 60 dias está suspenso”.

A Constituição dos Estados Unidos estabelece que apenas o Congresso tem poder para declarar guerra, enquanto a lei de 1973 permite ações limitadas do presidente em situações de emergência, desde que respeitado o prazo.

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