A federação União Progressista, formada pelo PP e pelo União Brasil, deve retirar o apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
O principal entrave envolvendo o senador e a federação é o desgaste na relação entre Flávio e o presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira (PI). Isso porque o parlamentar, que foi ministro da Casa Civil no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não gostou das reações de Flávio, após as operações da Polícia Federal (PF) nos endereços de Ciro.
O parlamentar é investigado por supostamente receber “vantagens indevidas” do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em troca de uma atuação em prol dos interesses do Banco Master. No dia 8 de maio, cinco dias antes de o site The Intercept Brasil revelar as trocas de mensagens entre Flávio e Vorcaro, o senador afirmou, em uma entrevista coletiva, que não iria responder pelos atos de aliados.
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“Olha, vocês querem me vincular com o Ciro Nogueira, mas o Banco Master é do Lula. Não é que as pessoas têm proximidade comigo que eu vou ter que responder pelos atos dela, gente, pelo amor de Deus”, disse Flávio, na ocasião.
As declarações de Flávio e a tentativa do senador de descolar Ciro de sua pré-campanha não agradaram o ex-ministro e nem a cúpula nacional do PP.
Com o afastamento da pré-candidatura de Flávio, a federação avalia a neutralidade nas eleições presidenciais e liberar seus diretórios estaduais para comporem as alianças de acordo com os arranjos locais.
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