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Favorito nas pesquisas, Daniel ainda não tem adversário definido para segundo turno

Administrador Por Administrador
13 de junho de 2026
Em Política
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Bruno Goulart

Faltando dois meses para o início oficial da campanha eleitoral de 2026, uma pergunta continua sem resposta na corrida pelo Governo de Goiás: quem deve disputar o segundo turno com o governador Daniel Vilela (MDB)? O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e o senador Wilder Morais (PL) aparecem como principais nomes da oposição, mas nenhum deles conseguiu, até agora, se consolidar como principal adversário do emedebista.

As pesquisas divulgadas até o momento mostram Daniel Vilela na liderança dos cenários eleitorais. Enquanto isso, Marconi e Wilder disputam espaço entre os eleitores, sem que haja uma diferença clara que permita apontar qual dos dois tem mais chances de chegar a um eventual segundo turno.

Vitória no primeiro turno
Entre aliados do governador, o discurso é de confiança em uma vitória já no primeiro turno. O prefeito de Rio Verde, Wellington Carrijo (MDB), afirma que trabalha para que a disputa seja decidida sem necessidade de segundo turno.

“Estou trabalhando em Rio Verde para não ter polarização e para Daniel ganhar no primeiro turno. Ronaldo Caiado (PSD) teve um governo transformador e Daniel herda esse trabalho”, disse.

Ao comentar os adversários, Carrijo reconhece que tanto Marconi quanto Wilder têm força política. No entanto, ele avalia que ainda é cedo para apontar qual deles pode representar o maior desafio ao candidato governista.

“O Wilder vai depender muito de como estará o cenário nacional nos próximos meses. É difícil falar em polarização agora”, afirmou.

O prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto (União Brasil), também acredita que Daniel Vilela tem condições de vencer sem a necessidade de um segundo turno. Segundo ele, a alta aprovação do governo de Ronaldo Caiado fortalece a candidatura do vice-governador.

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“Não vai haver nem polarização. Estou muito confiante de que Daniel vai vencer no primeiro turno. A avaliação do Governo de Goiás é muito positiva”, declarou.

De acordo com Sorgatto, pesquisas realizadas na região do Entorno mostram índices elevados de aprovação da gestão estadual. Para ele, a população demonstra mais interesse na continuidade do atual governo do que em uma mudança de rumo.

Sem sinais de polarização
Apesar da confiança dos aliados, especialistas avaliam que o cenário eleitoral ainda está aberto. Para o mestre em História e especialista em Políticas Públicas Tiago Zancopé, a disputa de 2026 ainda não apresenta sinais claros de polarização.

“No começo, muita gente acreditava que a disputa seria entre Daniel e Marconi. Depois, surgiu a ideia de que poderia ser entre Daniel e Wilder. Mas hoje nenhum dos dois conseguiu se destacar claramente”, explica.

Segundo ele, tanto Marconi quanto Wilder parecem ter alcançado um limite de crescimento nas pesquisas, sem conseguir abrir vantagem um sobre o outro.

“Não dá para dizer hoje se a polarização será entre Daniel e Wilder, Daniel e Marconi ou até mesmo entre Wilder e Marconi. Os números não mostram nenhum cenário de empate técnico ou de disputa acirrada entre dois candidatos”, afirma.

Zancopé lembra que Goiás já viveu eleições marcadas por divisões políticas muito claras, como as disputas entre Marconi Perillo e Iris Rezende ou entre Alcides Rodrigues e Maguito Vilela. Na avaliação dele, esse cenário não se repete atualmente. “Naquela época existiam dois grupos políticos bem definidos disputando o voto do eleitor. Hoje isso não está acontecendo”, observa.

O especialista também destaca que a eleição ainda não despertou grande interesse da população. Para ele, a maioria dos eleitores ainda não está pensando seriamente no voto para governador.

“Quem acompanha política já tem uma posição mais definida. Mas boa parte da população ainda não entrou no clima da eleição. Isso deve acontecer apenas mais perto do primeiro turno”, avalia.

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