As conversas entre Irã e Estados Unidos (EUA) realizadas em Mascate, capital de Omã, tiveram início e se encerraram nesta sexta-feira (6) sem um acordo imediato, mas com sinalização de continuidade. Segundo a agência estatal iraniana IRNA, o resultado do encontro foi uma “disposição para continuar”.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, avaliou que a reunião ocorreu em um ambiente favorável. “Em um clima muito positivo, nossos argumentos foram trocados e os pontos de vista da outra parte nos foram apresentados”, afirmou à TV estatal iraniana. Segundo ele, houve entendimento para avançar no diálogo, ainda que os próximos passos, como formato e calendário, sejam definidos posteriormente.
As conversas devem discutir apenas o programa nuclear
Araqchi reforçou que o foco das negociações é exclusivamente o programa nuclear iraniano. Em declaração à IRNA, o chanceler disse ter reiterado aos EUA que qualquer avanço depende do fim das ameaças de agressão militar por parte de Washington. A posição iraniana, segundo ele, permanece condicionada à superação do clima de hostilidade entre os países.
Mascate, capital de Omã (Foto: Leon petrosyan/ Wikimedia Commons)
A confirmação do encerramento das conversas ocorreu por meio de um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, que informou que as negociações com os EUA haviam terminado “por enquanto”. O anúncio gerou frustração, já que o encontro havia começado poucas horas antes. Araqchi, no entanto, afirmou que o processo seguirá à distância, com retorno dos negociadores às capitais para consultas. “Os negociadores retornarão às suas capitais para consultas e as conversas continuarão. A barreira da desconfiança deve ser superada”, disse.
EUA e Irã novamente
O ministro das Relações Exteriores de Omã, Sayyid Al Busaidi, descreveu o encontro como composto por “conversas muito sérias” e indicou novas reuniões no futuro. “Pretendemos nos reunir novamente no devido momento, com os resultados sendo cuidadosamente avaliados em Teerã e em Washington”, afirmou.
O atual aumento das tensões entre os EUA e o Irã teve início após a repressão a protestos em Teerã, motivados pela inflação e pela insatisfação popular.










