O governo dos Estados Unidos avalia uma nova proposta apresentada pelo Irã para encerrar o conflito entre os dois países, enquanto mantém resistência a pontos considerados centrais por Washington. A oferta prevê a reabertura do Estreito de Ormuz em troca do fim do bloqueio naval imposto pelos EUA, mas adia o debate sobre o enriquecimento de urânio.
Segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, o plano foi discutido nesta segunda-feira (27) pelo presidente Donald Trump com seus principais assessores de segurança nacional. A proposta chegou aos EUA por meio de mediadores do Paquistão e inclui a possibilidade de um cessar-fogo prolongado ou até permanente antes de qualquer avanço nas tratativas nucleares.
O adiamento do debate sobre o enriquecimento de urânio, uma das principais exigências de Washington, é vista como um obstáculo para o avanço do acordo. Ainda, Trump sinalizou também que não pretende abrir mão da pressão militar e econômica sobre Teerã. Em entrevista à Fox News, o presidente afirmou que está “sufocando as exportações de petróleo” iranianas na expectativa de forçar concessões.
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O impasse diplomático se aprofundou após um fim de semana sem avanços. A viagem do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, ao Paquistão não resultou em negociações diretas com Washington, e os EUA cancelaram o envio de uma delegação ao país.
Putin afirma que “fará tudo” pela paz no Oriente Médio
Enquanto as negociações seguem travadas, a Rússia se movimenta para reforçar seu papel na região. Em reunião com Araghchi, em São Petersburgo, o presidente Vladimir Putin afirmou que “fará tudo o que estiver ao seu alcance para que a paz seja alcançada o mais rápido possível”. Ele também destacou a intenção de manter a relação estratégica com o país persa.
Do lado iraniano, Araghchi agradeceu o apoio russo e ressaltou a capacidade de resistência do país diante das ações norte-americanas. “O mundo inteiro comprovou que o povo iraniano, por meio de sua resistência e coragem, foi capaz de resistir aos ataques e à agressão americana, e será capaz de suportar e sobreviver a este período”, afirmou o chanceler.










