A disputa presidencial no Peru continua sem definição após o segundo turno realizado neste domingo (7). Com a apuração ainda em andamento, Keiko Fujimori aparece à frente de Roberto Sánchez por uma margem inferior a um ponto percentual, mantendo o país em expectativa pelo resultado oficial.
Dados divulgados pelas autoridades eleitorais e por projeções divulgadas ao longo da noite mostraram um cenário de equilíbrio entre os dois candidatos. Em diferentes momentos da contagem, tanto Fujimori quanto Sánchez apareceram na liderança, dentro da margem de oscilação observada durante a apuração. Com mais de 90% das urnas contabilizadas, a candidata conservadora registrava cerca de 50,48% dos votos, contra 49,52% do adversário.
Disputa apertada marca novo capítulo político no país
A eleição ocorre em um contexto de instabilidade política no Peru, que teve sucessivas trocas de governo na última década. A disputa colocou frente a frente Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, e o congressista Roberto Sánchez, ligado ao campo político do ex-presidente Pedro Castillo.
Pesquisas e contagens rápidas divulgadas após o fechamento das urnas apontaram empate técnico. Um levantamento da Ipsos chegou a indicar Sánchez com 50,3% dos votos e Fujimori com 49,7%, resultado considerado estatisticamente indefinido devido à margem de erro.
Durante pronunciamento a apoiadores, Keiko afirmou que ainda não há um vencedor oficial e pediu cautela enquanto a totalização continua. Já Sánchez também solicitou respeito ao processo eleitoral e aos resultados que serão divulgados pelas autoridades competentes.
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Votos do interior podem influenciar resultado final
Analistas e institutos de pesquisa destacam que a composição regional dos votos tem impacto direto na disputa. Keiko Fujimori apresentou desempenho mais forte em Lima e em áreas urbanas do litoral peruano, enquanto Roberto Sánchez obteve maior apoio em regiões rurais e andinas do país. Por isso, os números podem continuar variando conforme novas atas eleitorais forem incorporadas à apuração.
A proximidade entre os candidatos também remete às eleições presidenciais de 2021, quando a definição do vencedor ocorreu após uma longa contagem de votos e análise de questionamentos apresentados ao sistema eleitoral. Neste ano, a expectativa é de que o processo siga sob acompanhamento das autoridades eleitorais até a conclusão da totalização.
O vencedor da eleição assumirá a Presidência do Peru em 28 de julho. Até lá, o país permanece aguardando o resultado oficial de uma das disputas mais equilibradas de sua história recente.

