Dois homens foram presos nesta quarta-feira (21), em Britânia, na região Oeste de Goiás, suspeitos de incendiar a residência do casal apontado como responsável pelo assassinato da adolescente Beatryz Emilly Nunes da Silva Ferreira, de 14 anos. O incêndio ocorreu um dia após a descoberta do corpo da jovem e ampliou a comoção social provocada pelo crime.
Segundo a Polícia Militar, os suspeitos atearam fogo no imóvel onde o homicídio teria ocorrido, colocando em risco moradores da região. A corporação foi acionada, conseguiu conter a situação e localizou os dois homens, que foram presos e encaminhados à delegacia, onde permanecem à disposição da Justiça.
Ao ser detido, um dos suspeitos, conhecido pelo apelido de “Preá”, afirmou a um policial militar que incendiou a residência por conta de uma suposta dívida do morador e também por revolta diante do assassinato da adolescente.
O imóvel incendiado era alugado por Paulo Fagundes de Oliveira, tio de consideração de Beatryz, e por sua esposa, que é ex-esposa do avô da vítima. Paulo confessou informalmente o crime à polícia e afirmou que contou com a ajuda da companheira para ocultar o corpo da adolescente.
Corpo encontrado no quintal
Foto: Reprodução/Redes Sociais
O corpo de Beatryz foi encontrado enterrado no quintal da residência, em uma cova rasa, após vizinhos relatarem movimentação suspeita e barulho de escavação durante a madrugada. A Polícia Técnico-Científica e o Corpo de Bombeiros foram acionados para a retirada do corpo e a realização da perícia no local.
A Polícia Civil investiga se houve violência sexual antes da morte, hipótese que ainda não foi confirmada.
Versões contraditórias e novas prisões
Em depoimentos, Paulo apresentou versões diferentes sobre a motivação do crime. Em uma delas, afirmou que matou a adolescente após uma discussão, alegando que ela teria respondido de forma ríspida ao ser solicitada a organizar documentos. Em outra versão, disse que a jovem se recusou a ajudá-lo a consertar um celular.
A esposa do suspeito também foi presa. Inicialmente, ela negou envolvimento no crime, mas, segundo a Polícia Militar, tentou deixar Britânia com a ajuda da filha, com destino à cidade de Jussara. Ela foi localizada e detida no município.
Foto: Divulgação
De acordo com a Polícia Civil, a mulher teve participação ativa no assassinato, tendo incentivado o companheiro a continuar as agressões e auxiliado na ocultação do corpo. Ela deve responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
As investigações seguem em andamento para esclarecer a motivação, a dinâmica dos fatos e a eventual participação de outras pessoas no crime.







