Após a definição do ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno como pré-candidato do PT ao Governo de Goiás, a prioridade do partido passa a ser a construção da chapa majoritária que representará o campo da centro-esquerda nas eleições de outubro. O desafio, porém, já surge nas negociações para a chapa majoritária, que concentra o interesse de lideranças petistas e de possíveis aliados.
A escolha de Cesar Bueno foi oficializada pela direção estadual do PT na última segunda-feira (8), o que encerra meses de debate interno sobre quem representaria a legenda na disputa ao Palácio das Esmeraldas. Ao O HOJE, Cesar Bueno confirmou que as articulações para composição da chapa serão conduzidas em conjunto com a presidente estadual do partido, deputada federal Adriana Accorsi.
A expectativa interna na legenda é reunir em torno da pré-candidatura de Cesar Bueno os partidos que já se comprometeram a apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Goiás: PSB, PDT e a Federação PSOL-Rede. A frente pela reeleição de Lula no Estado ainda envolve PV e PCdoB, que estão juntos ao PT na Federação Brasil Esperança. As conversas, no entanto, deverão avançar a partir da definição dos espaços que cada legenda poderá ocupar na chapa majoritária.
O principal ponto de disputa atualmente são as vagas ao Senado. Dentro do próprio PT, o advogado Valério Luiz, que estava no páreo para disputar o governo estadual, confirmou ao O HOJE que pretende buscar a indicação para a Casa Alta. A concorrência inclui o PSB, presidido em Goiás pela vereadora Aava Santiago, que já sinalizou que reivindicará espaço na chapa caso avance em uma aliança com o PT. A legenda trabalha com a pré-candidatura da ex-deputada estadual Isaura Lemos ao Senado.
PV, PSOL e PDT também querem espaço
Federado com os petistas, o PV também pretende participar da disputa pelas vagas. Recentemente, o partido lançou o advogado Ricardo Dias como pré-candidato ao Senado, o que amplia o número de postulantes que dependem de um entendimento entre os partidos aliados.
Já a Federação PSOL-Rede não possui pré-candidato ao Senado, mas deve dialogar para ter espaço na chapa. Os partidos, inclusive, têm a presidente psolista em Goiás, Cíntia Dias, como principal cotada para ocupar o espaço da federação.
As negociações também envolvem o PDT, que ainda não definiu qual projeto apoiará em Goiás. Ao O HOJE, o presidente estadual da legenda, Kowalsky Ribeiro, afirmou que o partido mantém diálogo simultaneamente com o PT, com o projeto de reeleição do governador Daniel Vilela (MDB) e com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB).
“O PDT está dialogando com diferentes forças políticas do Estado, incluindo Daniel Vilela, Marconi Perillo e Luis Cesar Bueno. O partido tomará sua decisão no momento oportuno, com base em programa, projeto de governo e perspectivas para Goiás”, explicou Kowalsky.
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Depende da abertura de espaço
O dirigente também indicou que uma eventual adesão ao projeto petista dependerá da abertura de espaço político para a legenda, que passa por um processo de reconstrução no Estado. “O PDT não nasceu para ser linha auxiliar de nenhum projeto. Temos história, identidade e compromisso com um projeto próprio para o Estado. A primeira pergunta que Bueno deve responder é: os espaços do Governo Federal em Goiás continuarão com Caiado e Daniel?”, indagou Kowalsky.
O partido tem o advogado Carlos Mundim como pré-candidato ao Senado, o que amplia ainda mais a disputa por espaço na chapa que o PT tenta construir para dar sustentação ao palanque de Lula em Goiás.


