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Comurg afasta 16 servidores após decisão judicial em Goiânia

Administrador Por Administrador
27 de maio de 2026
Em Cidades
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Comurg afasta 16 servidores após decisão judicial em Goiânia

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A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) informou que cumpriu, nesta terça-feira (26), a decisão judicial que determinou o afastamento cautelar de 16 pessoas ligadas à empresa pelo período de 60 dias. A medida está relacionada à Operação Pacto Oculto, deflagrada na última semana pela Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap).

A apuração começou após denúncia da própria gestão da Companhia, que identificou irregularidades, instaurou PADs e demitiu 11 funcionários. A empresa afirma colaborar com as investigações e manter os serviços normalmente.

Segundo informações divulgadas pela companhia e reportagens de O Popular, a investigação apura suspeitas de irregularidades em acordos trabalhistas extrajudiciais firmados pela empresa. Dados de movimentações financeiras dos investigados teriam reforçado a linha investigativa sobre possível prática de rachadinha.

Ao todo, a polícia investiga 35 acordos que somam aproximadamente R$ 13 milhões. Na fase mais recente da operação, o foco esteve em 12 acordos que totalizam cerca de R$ 3,5 milhões.

De acordo com a apuração, os fatos investigados são referentes à gestão anterior, com indícios relacionados a processos realizados entre 2023 e 2024. A própria Comurg comunicou que encaminhou as denúncias às autoridades.

“A atual gestão da Comurg não compactua com qualquer tipo de irregularidade. Fomos nós que identificamos as desconformidades e levamos o caso às autoridades competentes. O cumprimento da decisão judicial coaduna com o nosso compromisso de transparência e respeito com a coisa pública”, afirmou o presidente Cleber Aparecido Santos.

Comurg
Ainda conforme a companhia, em 2025 já havia iniciado apuração interna envolvendo 39 acordos extrajudiciais e anunciou a demissão de 11 servidores. Entre os 16 afastados por determinação judicial, cinco ainda permaneciam em atividade e respondiam a processos administrativos disciplinares.

Leia também: Ex-secretário de Cultura de Goiânia, Zander Fábio é preso suspeito de desviar R$ 1,5 milhão

Após ser notificada, a direção da empresa informou que adotou medidas imediatas para cumprimento da decisão. Entre elas estão o bloqueio de crachás, senhas, logins, e-mails institucionais e acessos aos sistemas internos.

Também foram recolhidos equipamentos e materiais funcionais, como notebooks, celulares corporativos, tokens, chaves e documentos institucionais.

A Comurg informou que os serviços de limpeza urbana e urbanização continuam sendo realizados normalmente, sem impactos para a população de Goiânia.

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