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Como diferenciar gripe de resfriado e reconhecer os sinais de alerta; especialista explica

Administrador Por Administrador
19 de junho de 2026
Em Cidades
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Febre, tosse, coriza, dor de garganta e indisposição têm levado mais pessoas aos serviços de saúde nas últimas semanas. Com o aumento da circulação de vírus respiratórios no Distrito Federal e em Goiás, uma dúvida comum voltou a surgir: como saber se os sintomas indicam gripe ou apenas um resfriado?

O tema ganha relevância em um período de crescimento dos atendimentos relacionados a doenças respiratórias. No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde tem registrado aumento nos casos de síndromes gripais e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Em Goiás, autoridades de saúde também acompanham a circulação de vírus respiratórios e reforçam a importância da vacinação e dos cuidados preventivos.

Embora muitas pessoas utilizem os termos como sinônimos, gripe e resfriado apresentam diferenças importantes. Segundo o médico otorrinolaringologista Gustavo Lara, da Academia Brasileira de Rinologia (ABR), a intensidade dos sintomas costuma ser um dos principais indicativos.

“A gripe, geralmente causada pelo vírus Influenza, costuma provocar sintomas mais intensos, como febre alta, dores no corpo, fadiga e mal-estar significativo. Já os resfriados tendem a evoluir de forma mais branda, com sintomas concentrados principalmente nas vias aéreas superiores, como coriza, congestão nasal e espirros”, explica.

Outros vírus também circulam nesta época do ano
Além do vírus Influenza, responsável pela gripe, outros agentes respiratórios continuam circulando no país. Entre eles estão o rinovírus, o vírus sincicial respiratório (VSR) e o Sars-CoV-2, causador da Covid-19.

Por isso, sintomas semelhantes nem sempre significam o mesmo diagnóstico. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas permanecem entre os grupos que exigem maior atenção, já que apresentam risco mais elevado de desenvolver complicações.

O especialista explica que o contato com uma pessoa infectada não significa, necessariamente, que outra pessoa ficará doente. A possibilidade de infecção depende de fatores como tempo de exposição, quantidade de vírus presente no ambiente e condições de saúde de cada indivíduo.

Como reduzir o risco e quando procurar ajuda
Embora não exista uma forma de evitar totalmente a exposição aos vírus respiratórios, algumas medidas ajudam a reduzir as chances de infecção. Entre elas estão manter a vacinação atualizada, higienizar as mãos com frequência, evitar contato próximo com pessoas sintomáticas e manter os ambientes ventilados.

“A alimentação equilibrada, a hidratação adequada, a prática de atividade física e a qualidade do sono também contribuem para o funcionamento adequado do sistema imunológico. Já a vitamina C, frequentemente lembrada nesta época do ano, pode fazer parte de uma rotina saudável, mas isoladamente não impede o desenvolvimento de gripes ou resfriados”, esclarece Lara.

A vacinação continua sendo uma das principais formas de prevenção contra casos graves de gripe. Apesar da disponibilidade das doses, os órgãos de saúde têm alertado para a necessidade de ampliar a cobertura vacinal, especialmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.

Além da prevenção, é importante observar a evolução dos sintomas. Em alguns casos, a avaliação médica não deve ser adiada.

“Falta de ar, dificuldade para respirar, febre persistente, desidratação, sonolência excessiva ou agravamento do quadro em crianças pequenas, idosos e pacientes com doenças crônicas são situações que exigem avaliação médica. Na dúvida, sempre vá ao pronto-socorro”, orienta o médico.

As dúvidas mais frequentes sobre sintomas, prevenção e saúde respiratória também estarão entre os temas abordados pela campanha “Respirar é Viver: um Futuro mais Verde”, promovida pela Academia Brasileira de Rinologia (ABR) e pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).

A etapa de Brasília será realizada no dia 28 de junho, na Praça do Buriti, com atividades educativas voltadas à prevenção de doenças respiratórias, qualidade do ar e cuidados com a saúde.

“Grande parte das dúvidas que recebemos nesta época do ano está relacionada à identificação dos sintomas e à prevenção. Entender a diferença entre gripe e resfriado, reconhecer os sinais de alerta e adotar hábitos saudáveis são medidas importantes para proteger a saúde respiratória e evitar complicações”, finaliza o médico.

 

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