Bruno Goulart
Em clima de despedida e balanço, o programa Goiás Social, coordenado pela primeira-dama Gracinha Caiado (UB), chega ao fim de um ciclo marcado pela expansão de investimentos e capilaridade das ações em todo o Estado. Com orçamento que saltou de pouco mais de R$ 230 milhões em 2018 para R$ 2,8 bilhões em 2025, a iniciativa é a principal vitrine da política social do governo de Ronaldo Caiado (PSD).
A chamada “coroação” desse trabalho ocorreu na noite desta quarta-feira (25), durante a quarta edição do Encontro de Primeiras-Damas, realizada no Espaço Dois Ipês, em Goiânia. O evento reuniu 216 prefeitos e 202 primeiras-damas, em um momento de troca de experiências e agradecimentos. Na ocasião, também foi anunciado o repasse de R$ 30 milhões às prefeituras, já disponíveis em caixa, destinados à manutenção de serviços, compra de equipamentos e apoio a unidades como os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e os Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).
Além disso, a presença do vice-governador Daniel Vilela (MDB) e de sua esposa, Iara Vilela, que assumirá a coordenação do Goiás Social, simbolizou a transição do programa. Prefeitas e primeiras-damas subiram ao palco para destacar o impacto das ações e o protagonismo da articulação liderada por Gracinha.
Sete anos de Goiás Social
Ao fazer um balanço dos sete anos à frente da iniciativa, a primeira-dama destacou números que evidenciam a dimensão alcançada. “Hoje, posso dizer com muito orgulho que ele se tornou o maior programa de combate à pobreza do País”, afirmou. Segundo Gracinha, o Goiás Social chegou aos 246 municípios, com quase 1 mil atividades de formação, 7 mil pessoas capacitadas e mais de 60 mil certificações emitidas.
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Entre os principais resultados, estão mais de 215 mil famílias atendidas pelo programa Mães de Goiás, a distribuição de mais de 3 milhões de brinquedos em ações de Natal, a entrega de quase meio milhão de cobertores pela campanha Aquecendo Vidas e o atendimento de 50 mil pessoas pelo Crédito Social. Na área educacional, foram concedidas mais de 53 mil bolsas pelo Universitário do Bem, enquanto programas específicos também atenderam quase 9 mil mulheres e mais de 7 mil idosos.
Outro destaque foi o investimento superior a R$ 100 milhões na modernização dos equipamentos da assistência social nos municípios, por meio do programa Equipa Social. O crescimento também se reflete na ampliação das políticas: de 16 programas em 2018, o Estado passou a executar 94 iniciativas sociais em 2025.
Rede integrada de proteção social
Por outro lado, o governador Ronaldo Caiado atribuiu o sucesso do Goiás Social à articulação com os municípios e à criação de uma rede integrada. Segundo o chefe do Executivo, o uso de dados e georreferenciamento permitiu identificar as regiões mais vulneráveis e direcionar as ações com mais precisão. “Nós passamos a saber exatamente onde estavam as famílias que mais precisavam. Isso fez com que os programas chegassem de forma efetiva”, explicou.
Caiado também ressaltou que diversas iniciativas surgiram a partir dessas demandas, como o programa Casas a Custo Zero e o Mães de Goiás. “Nada nasceu por acaso. Foi tudo estruturado a partir da realidade encontrada no Estado”, disse. Para o governador, o diferencial do modelo goiano está na busca pela autonomia das famílias. “É um programa que capacita, que gera renda e tira as pessoas da dependência do Estado.”
Ao mesmo tempo, o chefe do Executivo destacou o papel das primeiras-damas na execução das políticas públicas, ao apontar a formação de uma rede “inédita no Brasil”. Segundo Caiado, essa estrutura permitiu ampliar o alcance das ações e elevar os índices de inclusão social em Goiás.
Iara assume o Goiás Social
Com a transição prevista para terça-feira (31), a expectativa é de continuidade das ações sob a coordenação de Iara Vilela. O desafio, a partir de agora, será manter os resultados e adaptar as políticas a uma nova fase, sem perder o alcance conquistado nos últimos anos. (Especial para O HOJE)










