O julgamento dos acusados da chamada chacina do Distrito Federal terminou no sábado (18) com condenações que variam de 2 a 397 anos de prisão. O caso envolve o assassinato de dez pessoas da mesma família entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023.
Apontado como um dos principais articuladores, Gideon Batista de Menezes foi condenado a 397 anos, 8 meses e 4 dias de reclusão, além de 1 ano e 5 meses de detenção e pagamento de 716 dias-multa.
Carlomam dos Santos Nogueira recebeu pena de 351 anos, 1 mês e 4 dias de reclusão, mais 11 meses de detenção e 716 dias-multa. Ele confessou os crimes e foi apontado como responsável direto pelos sequestros e execuções.
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Já Horácio Carlos Ferreira Barbosa foi condenado a 300 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão, além de 1 ano de detenção e 407 dias-multa. Segundo a investigação, ele participou do sequestro, enterro, esquartejamento e ocultação dos corpos.
Fabrício Silva Canhedo recebeu pena de 202 anos, 6 meses e 28 dias de reclusão, além de 1 ano de detenção e 487 dias-multa, por atuar como vigia do cativeiro e auxiliar na ocultação de provas.
O quinto acusado, Carlos Henrique Alves da Silva, foi absolvido de um dos homicídios, mas condenado a 2 anos de reclusão por participação na rendição de uma das vítimas.
O júri durou seis dias e contou com o depoimento de 18 testemunhas. Os réus já estavam presos preventivamente e respondem por crimes como homicídio, sequestro e extorsão.
Motivação do crime
Segundo as investigações, o crime foi motivado pelo interesse dos acusados em uma fazenda avaliada em cerca de R$ 2 milhões. As autoridades apontam que três crianças também foram mortas para que não restassem herdeiros da propriedade.
Investigação
O caso começou com o desaparecimento de Elizamar da Silva. O carro dela foi encontrado em Cristalina (GO), em 12 de janeiro de 2023, com quatro corpos dentro.
As vítimas foram mantidas em cativeiro em Planaltina (DF), em um imóvel alugado pelos suspeitos meses antes do crime. Ao todo, a execução dos assassinatos ocorreu ao longo de 18 dias.
Entre as vítimas estão integrantes da família Belchior, incluindo crianças, além de parentes e familiares ligados à propriedade rural que teria motivado o crime.
Vítimas
Foto: Reprodução
As dez vítimas foram:
Elizamar da Silva
Thiago Gabriel Belchior
Gabriel (7), Rafael (6) e Rafaela (6)
Marcos Antônio Lopes
Renata Belchior
Gabriela Belchior
Cláudia Regina de Oliveira
Ana Beatriz Marques de Oliveira
O caso é considerado um dos mais graves da história recente da região, tanto pelo número de vítimas quanto pela complexidade da execução dos crimes.







