Bruna Cristine Menezes de Castro, conhecida como a “Barbie do Crime”, foi presa na sexta-feira (30), no Parque Atheneu, em Goiânia, para cumprir mandado de prisão relacionado a uma condenação por golpes aplicados pela internet. A prisão foi realizada por equipes do 31º Batalhão da Polícia Militar de Goiás.
Em 2015, Bruna foi condenada pela Justiça a prestar serviços comunitários e ao pagamento de multa equivalente a 10 salários mínimos. À época do julgamento, ela confessou o crime. No entanto, acabou presa em 2021 por descumprir a pena alternativa imposta.
Segundo a Polícia Militar, Bruna possui passagens por estelionato e uso de documento falso, além de responder a processos na Justiça do Distrito Federal e do Rio de Janeiro.
Presa em 2021
De acordo com a polícia, Bruna já havia sido presa em 2021, quando se apresentou voluntariamente à Polícia Civil. Na ocasião, a Justiça decretou a prisão após o descumprimento da pena alternativa e faltas injustificadas em audiências relacionadas a crimes cometidos no ambiente virtual.
Segundo o juiz Wilson da Silva Dias, da Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas da comarca de Goiânia, que expediu a ordem de prisão, Bruna encontrava-se em situação irregular por não cumprir as condições legais e judiciais estabelecidas na sentença.
Na época, ela foi encaminhada à Casa do Albergado, mas obteve o direito de cumprir prisão domiciliar em Goiânia após a defesa ingressar com recurso no mesmo dia da prisão. A medida foi adotada até a realização de nova audiência, que definiria os próximos encaminhamentos do processo.
Condenada em 2015
Em 2015, Bruna foi condenada por vender celulares a duas pessoas e não entregar os produtos. Além dos serviços comunitários, foi determinada multa de 10 salários mínimos. Ela confessou o crime à Justiça e afirmou estar arrependida.
“Tinha programado uma viagem para o exterior com meu marido, seria a lua de mel que a gente não teve. Eu iria comprar os celulares e entregar. Mas, devido a alguns problemas, não pudemos ir. Depois, programamos mais uma vez, mas não deu certo porque já estávamos em processo de separação”, declarou à época.
Inicialmente, a pena fixada foi superior a dois anos, mas, por ser inferior a quatro anos e não envolver violência ou ameaça, foi convertida em trabalhos sociais, conforme prevê o Código Penal.
Golpes da “Barbie do Crime”
Segundo as investigações, Bruna criava perfis com nomes falsos em redes sociais para vender produtos como celulares, maquiagens e perfumes. Conforme denúncia do Ministério Público, no primeiro golpe ela recebeu R$ 3,1 mil pela venda de um celular que nunca foi entregue.
No segundo caso, a vítima pagou R$ 700 como entrada pelo mesmo produto, que também não foi entregue. Lucas Rodrigues Guimarães, de 20 anos, foi uma das vítimas em Goiânia. Ele conheceu Bruna por meio de amigos em comum, durante uma festa de aniversário, e cerca de três meses depois decidiu comprar um celular.
“Queria comprar um iPhone 5S e ela disse que a tia dela poderia trazer dos Estados Unidos um celular muito mais em conta do que comprar aqui. Então, resolvi comprar”, relatou ao g1, enquanto aguardava para prestar depoimento na Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), em Goiânia.










