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Após uma semana desaparecida, assistente social retorna para casa e diz que foi mantida em cativeiro

Administrador Por Administrador
16 de novembro de 2025
Em Cidades
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Após uma semana desaparecida, assistente social retorna para casa e diz que foi mantida em cativeiro

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A assistente social Késia da Silva e Silva, de 32 anos, voltou para casa no Setor Recanto do Bosque, em Goiânia, na madrugada desta sexta-feira (14), após sete dias desaparecida. Ela relatou à TV Anhanguera que foi sequestrada, encapuzada e agredida por homens que a abordaram quando retornava do supermercado — após uma parada em um bar — no dia em que sumiu.

Késia chegou sozinha à residência por volta das 5h30, a pé e ainda vestindo o mesmo vestido amarelo do dia do desaparecimento. Segundo contou, estava desorientada, extremamente fragilizada e com ferimentos pelo corpo.

“Hoje que eu vim ter noção de dia e de noite. Eu estava encapuzada. Infelizmente, estou machucada. Me machucaram muito”, disse.

Relato: pão, água e agressões
Durante o período em que permaneceu com os suspeitos, Késia contou que se alimentou apenas de pão e um pouco de água. Ela afirmou ter sido ameaçada e agredida inúmeras vezes.

“Eu pedi muito a Deus para que me deixassem voltar para casa e Deus me ouviu”, relatou, emocionada.
A assistente social diz esperar que os responsáveis sejam identificados: “Que achem os culpados para eu poder viver melhor, conseguir sair desse trauma”.

Reconhecimento do local e retorno a pé
A volta para casa aconteceu após ela ser deixada em um local desconhecido. Durante o trajeto, reconheceu um ponto familiar: um pé de caju que fica próximo à residência.

Foto: Reprodução
“Eu vi uma casa que tem um pé de caju, que eu sempre passo na frente, e aí falei: ‘Nossa, tô perto de casa’. Foi quando consegui voltar”, explicou.

O retorno trouxe alívio para familiares, especialmente para sua irmã de criação, Aline Anselmo, de quem Késia é a principal cuidadora.

Polícia investiga e realiza exames periciais
A Polícia Civil, por meio do Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID), investiga o caso. Após retornar, Késia prestou depoimento e foi encaminhada para exames no Instituto Médico Legal (IML) e no Instituto de Criminalística, onde passou por avaliação de corpo de delito.

As investigações seguem para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento, identificar os envolvidos e verificar a dinâmica do possível sequestro.

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