O ministro Alexandre de Moraes agendou para o dia 14 de abril o interrogatório do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na ação penal que investiga o crime de coação no curso do processo. A acusação aponta que ele tentou intimidar autoridades do Supremo Tribunal Federal para beneficiar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em investigações sobre uma trama golpista.
O que diz a acusação
Em novembro de 2024, o STF aceitou por unanimidade a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República. Segundo a acusação, Eduardo Bolsonaro teria articulado ações junto ao governo dos Estados Unidos que poderiam prejudicar o Brasil, como a imposição de tarifas sobre exportações nacionais e a suspensão de vistos de autoridades brasileiras, incluindo ministros do governo e da própria Corte.
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O mandato de Eduardo Bolsonaro cassado e o paradeiro incerto
No fim de 2025, a Mesa Diretora da Câmara cassou o mandato do parlamentar por alto índice de faltas. Ele deixou de comparecer a 56 das 71 sessões deliberativas realizadas naquele ano, o equivalente a 79% das sessões, enquanto estava nos Estados Unidos.
Antes de definir a data do interrogatório, Moraes determinou que Eduardo fosse notificado por edital. No entanto, ele não foi localizado e também não apresentou advogado constituído para atuar no caso.
O interrogatório é considerado etapa essencial para o prosseguimento da ação penal, que segue em andamento no Supremo.










