Após o Supremo Tribunal Federal (STF) facultar ao dono do Banco Master o direito de comparecer à comissão, o banqueiro Daniel Vorcaro passou a negociar com a cúpula da CPMI do INSS alternativas para prestar esclarecimentos ao colegiado.
Em conversa com o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), na sexta-feira (20), Vorcaro avisou que não comparecerá ao depoimento presencial previsto para segunda-feira (23), mas disse que quer falar.
De acordo com apuração do Metrópolis, o dono do Banco Master propôs duas alternativas para ser ouvido pela comissão: a primeira sugestão do banqueiro é para ser ouvido em São Paulo, onde mora, apenas pelo presidente e pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
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A segunda proposta do dono do Master é para que o banqueiro envie esclarecimentos por escrito à CPMI. Vorcaro passou a renegociar seu depoimento à CPMI após o ministro André Mendonça, do STF, novo relator do Caso Master, permitir ao banqueiro a decisão de comparecer ou não à comissão.
Ministro do STF, André Mendonça – Créditos: Carlos Moura/SCO/STF
Exigências do STF à Vorcaro
Na mesma decisão, conforme apuração do Metrópolis, Mendonça proibiu Vorcaro de viajar a Brasília em avião particular. O banqueiro foi autorizado a se deslocar apenas em voo comercial ou em aeronave oficial da Polícia Federal.
Aliados de Vorcaro, contudo, dizem que o que mais pesou na decisão de Vorcaro teria sido a resistência do presidente da CPMI em não formalizar por escrito um acordo de procedimentos para o depoimento presencial.
Foto: Rovena Rosa/ABr
Apesar de desistir da CPMI do INSS, o banqueiro ainda avalia comparecer ao depoimento na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. A sessão está marcada para a terça-feira (24). (Especial para O HOJE)










