Bruno Goulart
A menos de sete meses das eleições, os partidos políticos em Goiás já trabalham na formação das chapas proporcionais para a disputa por vagas na Câmara dos Deputados. O objetivo é montar nominatas competitivas capazes de alcançar o quociente eleitoral e garantir o maior número possível de cadeiras. Nesse cenário, lideranças com forte densidade eleitoral, os chamados puxadores de votos, tornaram-se fundamentais nas negociações.
União Brasil
Entre os principais protagonistas está o União Brasil, da base do governador Ronaldo Caiado (PSD), que já trabalha com ao menos quatro nomes: a secretária estadual de Educação, Fátima Gavioli; o deputado federal José Nelto; o presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Pedro Sales; e o presidente do Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), Delegado Waldir. Internamente, há expectativa de que todos tenham potencial eleitoral suficiente para conquistar mandato.
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Além deles, permanece em aberto a situação da deputada federal Silvye Alves, que avalia se permanecerá no partido para disputar a reeleição. “A chapa pré-montada do União Brasil está nas mãos do governador Ronaldo Caiado. Já a apresentei a ele. Fizemos uma relação de pré-candidatos e a encaminhei ao governador, que agora é quem vai decidir”, afirmou ao O HOJE.
No PL
Enquanto isso, o PL também articula uma chapa com nomes conhecidos do eleitorado goiano. Entre os principais pré-candidatos estão a deputada federal Magda Mofatto, que deve buscar a reeleição, o vereador por Goiânia Major Vitor Hugo e o ex-deputado estadual Fred Rodrigues. Nos bastidores, dirigentes do partido trabalham para lançar lideranças do interior na nominata. A expectativa na legenda é de eleger entre quatro e cinco deputados federais, desempenho que colocaria o partido entre as maiores bancadas do estado na Câmara.
Mas e o PT?
No campo da esquerda, o PT pretende garantir três cadeiras na Câmara dos Deputados. Para isso, aposta na reeleição da presidente estadual da sigla, Adriana Accorsi e de Rubens Otoni. A terceira vaga pode surgir com a candidatura do vereador por Goiânia Professor Edward Madureira, caso o parlamentar não dispute o governo estadual.
PRD e Solidariedade
Outra articulação que chama atenção é a da federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade. Em Goiás, o movimento é liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto (PRD), que conduz pessoalmente a montagem da nominata. A federação já apresentou uma lista de 18 pré-candidatos à Câmara Federal.
Entre eles estão o presidente estadual do Solidariedade, Denes Pereira; os deputados estaduais Lucas Calil e Luiz Sampaio; o ex-deputado federal Pedro Canedo; a ex-secretária municipal Maria Yvelônia; e o campeão do BBB 3, Dhomini Ferreira. A composição também inclui lideranças regionais, como a vereadora por Itumbiara Liliane Costa e o Subtenente Sérgio.
PSB
No PSB, a vereadora por Goiânia Aava Santiago, presidente estadual da legenda, é pré-candidata à Câmara Federal e conduz reuniões para estruturar uma chapa competitiva. A estratégia do partido é formar um grupo plural que reúna lideranças de diferentes regiões do Estado. O ex-deputado federal Elias Vaz também pode ser candidato, mas ainda não está definido.
Republicanos
No Republicanos, a deputada federal Lêda Borges decidiu deixar o PSDB após 20 anos e deve disputar a reeleição pela nova sigla. A legenda também trabalha com o deputado estadual Ricardo Quirino, o ex-deputado federal Hildo do Candango e a deputada federal Marussa Boldrin, que pode deixar o MDB para buscar a reeleição pelo partido.
PP
Já o Progressistas aposta na força eleitoral do deputado federal Adriano Avelar, o Adriano do Baldy, que deve disputar a reeleição. (Especial para O HOJE)










