O Partido dos Trabalhadores – PT ainda não definiu seus palanques eleitorais em pelo menos dez estados brasileiros. Entre eles está Goiás. A indefinição também atinge outras unidades da federação e impacta diretamente a base de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com uma planilha interna da legenda, à qual a reportagem teve acesso, o partido ainda não consolidou estratégias em estados como Acre, Mato Grosso, Paraíba, Roraima, Santa Catarina, Sergipe, Tocantins e Maranhão. Além disso, o cenário em Minas Gerais também segue em aberto, à espera de definições políticas locais.
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Impasses no Nordeste
No Nordeste, um dos principais pontos de indefinição está no Maranhão. No estado, o partido avalia lançar o vice-governador Felipe Camarão ao governo. Por outro lado, também considera apoiar candidaturas de outras legendas.
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Na disputa ao Senado, o grupo ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva analisa diferentes nomes. Entre eles estão Weverton Rocha, Eliziane Gama, André Fufuca e Pedro Lucas Fernandes.
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Negociações em outros estados
Em Sergipe, o PT mantém diálogo com o PSD. Nesse contexto, avalia apoiar a reeleição do governador Fábio Mitidieri. Para o Senado, a legenda já conta com o nome de Rogério Carvalho. Além disso, considera composições com Alessandro Vieira.
Na Paraíba, o partido também não tem definição. Para o governo, são analisadas alternativas como o vice-governador Lucas Ribeiro e o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena. Já para o Senado, o apoio ao governador João Azevêdo está definido para uma das vagas. Entretanto, a segunda candidatura ainda depende de decisão entre Veneziano Vital do Rêgo e Nabor Wanderley.
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Cenário no Norte e Centro-Oeste
No Tocantins, o PT não pretende lançar candidato próprio ao governo. Nesse caso, avalia apoiar a senadora Dorinha Seabra Rezende. Ao mesmo tempo, uma possibilidade registrada na planilha indica eventual apoio ao senador Eduardo Gomes.
No entanto, o presidente estadual do PT, Nile William, negou essa hipótese. Segundo ele, não há discussão formal sobre apoio ao parlamentar.
Além disso, a indefinição em Goiás e em outros estados do Centro-Oeste mantém o cenário em aberto. Dessa forma, o partido segue em fase de articulação. As decisões devem influenciar diretamente a formação de alianças e a estratégia nacional para as eleições.









