O Diretório Nacional do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) decidiu vetar a possibilidade de federação com o Partido dos Trabalhadores (PT), mas aprovou, por unanimidade, o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026. A decisão foi tomada durante reunião realizada neste sábado (7).
De acordo com a resolução aprovada pela legenda, o apoio a Lula ainda no primeiro turno segue a mesma estratégia adotada na eleição de 2022. Nesse sentido, o partido argumenta que a medida está alinhada à sua principal prioridade política: o enfrentamento à extrema-direita no país.
Além disso, o documento aprovado pelo diretório estabelece que o PSOL abrirá mão de lançar candidatura própria à Presidência da República. A avaliação interna é que a unidade entre forças progressistas e setores populares deve ser priorizada no próximo pleito.
Rejeição à federação com o PT
Por outro lado, a proposta de formar uma federação partidária com o PT foi rejeitada pela maioria dos dirigentes da legenda. O placar da votação ficou em 75,81% contrários à aliança, contra 24,19% favoráveis.
Leia mais: Mensagens com Vorcaro tornam situação de Moraes cada vez mais insustentável no STF
A rejeição já era considerada provável por integrantes da sigla. Para parte da ala do PSOL, uma federação com o PT poderia comprometer a autonomia política do partido e dificultar o desenvolvimento de projetos próprios dentro do campo da esquerda.
Dessa forma, o partido optou por manter sua independência organizacional, mesmo diante do apoio político à candidatura de Lula na disputa presidencial.
Federação com a Rede será mantida
Ainda durante a reunião, os dirigentes decidiram preservar a federação já existente com a Rede Sustentabilidade para as eleições de 2026. A aliança entre as duas legendas continuará válida para a disputa proporcional e para articulações políticas nos estados.
Segundo a presidente do PSol, Paula Coradi, o debate sobre o tema ocorreu de forma ampla dentro do partido. Ela destacou que a decisão reflete o processo democrático interno da legenda.
De acordo com Coradi, a partir de agora o partido seguirá orientado pelas resoluções aprovadas na reunião, mantendo o respeito às posições divergentes manifestadas durante o debate.










