Bruno Goulart
Com o fim da janela partidária neste sábado (4), os partidos intensificaram as articulações em todo o País. Esse período é o momento em que deputados podem trocar de partido sem risco de perder o mandato. Por isso, as siglas correram contra o tempo para fechar filiações e definir suas nominatas para as eleições de 2026.
Em Goiás, o Partido Liberal (PL) já trabalha com chapas completas e traça uma meta ambiciosa: eleger de quatro a cinco deputados federais e repetir o desempenho na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Ao todo, a legenda deve lançar 18 candidatos a deputado federal e 42 a deputado estadual.
Deputado federal
Na disputa pela Câmara dos Deputados, o PL aposta em nomes que devem puxar votos. Os principais são o ex-deputado estadual Fred Rodrigues e o vereador por Goiânia Major Vitor Hugo. A expectativa é que os dois liderem a nominata e ajudem outros candidatos a alcançar o quociente eleitoral.
Além dos puxadores de votos, o partido também investe em nomes com forte apelo popular. Um dos casos mais conhecidos é o de Lucélia Rodrigues, que ganhou notoriedade após um caso extremo de violência na infância. Em 2008, quando tinha 12 anos, foi encontrada pela polícia acorrentada e amordaçada dentro de casa, vítima de maus-tratos praticados pela mãe adotiva, a empresária Silvia Calabresi, em Goiânia.
Outro nome que aparece na chapa é Luiza, filha de Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, que morreu em novembro de 2023, aos 46 anos, após sofrer um mal súbito no presídio da Papuda, em Brasília. Clezão estava preso preventivamente há mais de 10 meses por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e já tinha parecer favorável à soltura.
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Por outro lado, a deputada federal Magda Mofatto pode tentar a reeleição pelo PL, mas enfrenta resistência interna. Segundo fontes, parte da legenda ainda vê com ressalvas o fato de a parlamentar ter defendido a prisão do ex-deputado Daniel Silveira, o que gerou desgaste com setores mais alinhados ao bolsonarismo. Até o fechamento desta edição, Magda continuava no PL.
Deputado estadual
Já para deputado estadual, o PL também monta uma chapa considerada muito forte. Um dos principais nomes é o ex-presidente da Alego Lissauer Vieira, que pode voltar ao Legislativo estadual.
Além de Lissauer, aparecem outras lideranças conhecidas. É o caso do vereador por Aparecida de Goiânia Dieyme Vasconcelos, que deve contar com apoio direto de Fred Rodrigues e do deputado federal Gustavo Gayer para fortalecer sua pré-candidatura. Também integram a nominata os deputados estaduais Major Araújo e Eduardo Prado, além dos vereadores por Goiânia Coronel Urzeda e Willian Veloso.
Além dos nomes tradicionais, o partido investe em nichos específicos. Um exemplo é Diogo Yagi, ligado ao segmento dos caçadores, atiradores e colecionadores de armas de fogo (CACs). Yagi deve disputar uma vaga com o apoio de Samuel Cout, que teve cerca de 23 mil votos em 2022 e ficou como primeiro suplente. A estratégia do PL, segundo fontes ouvidas pela reportagem, é ter ao menos um candidato desse perfil em cada Estado.
Senado
Na disputa pelo Senado, o partido também se movimenta. Os nomes mais cotados são o deputado federal Gustavo Gayer e o vereador por Goiânia Oséias Varão. Já o delegado Humberto Teófilo, da Polícia Civil, aparece como possível candidato, mas por outra legenda, o Novo.
Para o Governo de Goiás, o PL deve lançar o senador e presidente estadual da sigla, Wilder Morais, tendo como vice Ana Paula Rezende, filha do ex-governador Iris Rezende e da ex-deputada federal Íris Araújo, nomes históricos do MDB goiano. Ironicamente, a filha do casal Iris vai estrear nas urnas em uma das chapas de oposição ao governador Daniel Vilela (MDB), filho do também emedebista e ex-governador Maguito Vilela. (Especial para O HOJE)










