O prefeito Sandro Mabel (União Brasil) pretende dar um basta na relação turbulenta com os vereadores de sua base na Câmara Municipal. Os conflitos, oriundos da tramitação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que visa investigar o contrato do Consórcio Limpa Gyn com a Prefeitura de Goiânia, racharam a base do Paço na Casa de Leis e, agora, o chefe do Executivo municipal já começou a reformular seu grupo aliado na Casa.
Em coletiva de imprensa na última sexta-feira (29), Mabel explicou que, em decorrência do desgaste com o Legislativo, a base oscilou recentemente. A declaração veio após a Casa aprovar, em primeira votação, a revogação da Taxa de Limpeza Pública (TLP), conhecida como “Taxa do Lixo”. Nove vereadores da base votaram em favor do projeto — Bruno Diniz (MDB), Cabo Senna (PRD), Daniela da Gilka (PRTB), Denício Trindade (União Brasil), Geverson Abel (Republicanos), Igor Franco (MDB), Lucas Kitão (União Brasil), Markim Goyá (PRD) e Pedro Azulão Jr. (MDB).
O prefeito disse que a estratégia será ter “uma base mais reduzida, mas que enfrente todas as ‘paradas’ que precisam ser enfrentadas”. “Nós não temos muitos projetos para ser enviados para a Câmara, tem coisa que é para a cidade. Precisamos de uma base suficiente para aprovar o que precisa ser aprovado”, destacou Mabel. O chefe do Executivo municipal se reuniu com vereadores da base, na última semana, para ressaltar o pedido por uma “base forte que defenda o Paço”.
Neste semestre, Mabel deve enviar de volta ao Legislativo quatro projetos para a Câmara, que retornaram ao Executivo antes do recesso parlamentar para ajustes técnicos. As matérias são: as alterações na Lei das Parcerias Público-Privadas (PPP) e no Código Tributário; a data-base; e a autorização para modificações no empréstimo de R$ 710 milhões, contraído pela gestão do ex-prefeito Rogério Cruz (Solidariedade).
Além disso, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que guiará a Lei Orçamentária Anual (LOA) do município para 2026, também deve ser analisada pela Casa em breve. Vale ressaltar que parlamentares já sinalizaram discordância com o remanejamento orçamentário em 50%. Para que os projetos avancem sem muitos problemas, Mabel já articula uma reorganização da base para evitar surpresas nas votações dos vereadores.
Líder articulado
Em sua busca por reformular a base na Câmara, Mabel também garantiu que o novo líder no Legislativo precisa “ter bom trânsito na prefeitura”. “Vamos definir com essa bancada que estamos formando o nosso líder do governo, uma pessoa que possa atender a todos. Estamos trocando ideias para chegar à conclusão de quem será o líder, que precisa conhecer as pessoas, ir ao comércio, aos secretários, buscar referência no setor produtivo”, explicou o prefeito.
A reportagem do O HOJE apurou que a escolha do próximo líder deve acontecer na próxima semana e que o próximo líder terá o aval da base. Os vereadores Thialu Guiotti (Avante) e Henrique Alves (MDB) estão entre os cotados para assumir o cargo deixado por Franco. (Especial para O HOJE)
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