O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou a megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), realizada nesta quinta-feira (28), como exemplar. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa, com a presença do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Haddad detalhou que a investigação apura fundos onde transitaram R$ 52 bilhões em quatro anos. “Operação está bloqueando mais de 100 imóveis, veículos, patrimônio que pode chegar a bilhões. Assim você estrangula o crime e impede que ele prospere. Esse é um caminho das pedras para que outras operações dessa envergadura se tornem viáveis. Apenas da Receita [Federal] 350 auditores estão na rua cumprindo mandados”, detalhou. As operações, que se concentram em diferentes etapas da cadeia produtiva dos combustíveis, visam apurar supostos crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, além da suposta ação da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) em postos, refinarias e distribuidoras.
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A Operação Carbono Oculto cumpre mandados de busca, apreensão e prisão em empresas do segmento e também em instituições financeiras localizadas em oito estados: São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. As operações são: Operação Carbono Oculto, do Ministério Público de São Paulo; Operação Quasar, da Polícia Federal; Operação Tank, da Receita Federal e Polícia Federal. Ao todo, há 350 alvos de mandados de busca e apreensão, entre pessoas físicas e jurídicas.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) afirmou que mais de R$ 7,6 bilhões foram sonegados. Segundo as investigações, mais de mil postos ligados aos investigados movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. As formuladoras, as distribuidoras e os postos de combustíveis também eram usados para lavar dinheiro de origem ilícita. Há indícios de que as lojas de conveniência e as administradoras desses postos, além de padarias, também participavam do esquema. A maioria desses postos tinha o papel de receber dinheiro em espécie ou via maquininhas de cartão e transitar recursos do crime para a organização criminosa por meio de suas contas bancárias no esquema de lavagem de dinheiro.
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